Uma exposição na SP-Arte, no último sábado, 8, marcou o lançamento do livro Bancos Indígenas do Brasil, através da BEĨ Editora. Escrito com a colaboração da designer Claudia Moreira Salles, do artista plástico Sergio Fingermann, a curadora e consultora de design Giovanna Massoni (de Bruxelas), e Cristiana Barreto, arqueóloga da Universidade de São Paulo, o livro é uma obra de referência essencial sobre uma das mais importantes manifestações da cultura tradicional brasileira. Dando sequência ao lançamento, a editora realiza na tarde desta segunda-feira, às 17h, uma conversa dos artistas Kanari Kuikuro e Mayawari Mehinaku – autores de diversas peças presentes no livro – com Baba Vacaro. O evento acontece em parceria com a Dpot Objeto, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1250.

A coleção BEĨ de bancos indígenas do Brasil abrange peças de mais de 26 etnias e 32 artistas, do alto e baixo Xingu, sul da Amazônia/Centro-Oeste, norte do Pará, Guianas e noroeste amazônico. São mais de 200 bancos de madeira representando animais da fauna brasileira; outros em formato de bancos convencionais, decorados com grafismos ou entalhes. Em todos os casos, equilibram aspectos simbólicos, utilitários e decorativos, espelhando o universo cultural e a cosmologia das etnias que os fabricam.

Para Mayawari, os bancos indígenas são repletos de arte brasileira, dos principais artefatos do povo Menhinaku e símbolos da arte indígena do Brasil. Opinião reforçada por Kanari. “Desde nossos antepassados, nosso trabalho é uma arte. Meu avô me ensinou, e estou levando adiante até agora todo esse aprendizado”, diz.

Sergio Fingermann ressalta a potência criativa dos trabalhos. “A coleção evidencia um interesse que vai muito além da antropologia. Para os artistas e os amantes da beleza, estas peças revelam uma potência criativa, com um olhar para a natureza, para o que os cerca, com invenção, síntese formal, lirismo”, pontua.

 

 

Livro Bancos Indígenas do Brasil – 1ª Edição

Edição trilíngue | Português, inglês e francês
19 x 24 cm | 352 páginas | 247 imagens
ISBN | 978-85-7850-106-8
Preço de capa | R$ 90,00

Aos 50 anos de idade, o carpinteiro Manuel Miguel da Silva, mais conhecido como Seu Bal, não imaginaria que a madeira poderia oferecer mais que a possibilidade de criar móveis. Trabalhando há mais de 25 anos na Usina Santa Terezinha, localizada no município de Água Preta, Zona da Mata Sul de Pernambuco, ele se deparou com o desejo de fazer algo a mais e usou a arte como forma de expor todas as criações que estavam guardadas na cabeça. “Sempre via que sobrava alguns pedaços de madeira e um dia pedi as sobras para fazer algo. Na hora que comecei a mexer, fui imaginando no que eu poderia fazer e fui criando. Fiz duas peças e já guardei material para a próxima”, afirma.

O local que aposta na arte como caminho para a transformação social é endereço de oficinas e cursos artísticos gratuitos oferecidos aos moradores dos municípios vizinhos durante todo o ano, e, deste 2015, marca novembro como o mês do Festival Arte na Usina, evento que reúne artistas nacionais para oferecer workshop, shows, performances, mesas de discussão, exibição de filmes, palestras e exposições. “Queremos criar um pólo de arte que possa, além de gerar educação, desenvolver a cultura, produção e a economia da cidade. É provocar o poder criativo que essas pessoas já têm e, nesse curto espaço de tempo, já conseguimos ter respostas positivas desse trabalho”, afirma Bruna.

Com curadoria dos artistas Fábio Delduque, nome à frente do Festival de Serrinha, e José Rufino, e idealização e produção de Bárbara Maranhão, Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz, o projeto acontece de 11 a 20 de novembro. Na programação, nomes como Ronaldo Fraga, Laura Vinci, Hugo França, Helder Vasconcelos e outros irão ministras as ações. “Eu, particularmente tenho uma crença muito profunda na criação e produção artística, seja ela mais erudita ou voltada para a cultura popular, como mecanismo de educação e transformação de uma pessoa”, destaca Rufino.

As inscrições acontecem no site do evento e, quem preferir dormir no local, a organização sinaliza na página as hospedagens no estilo “pousada domiciliar”, oferecida por moradores locais. “Quem quiser ir pela manhã e voltar ao final do evento, vamos disponibilizar um micro-ônibus que ficará estacionado no RioMar Shopping”, explica Ricardo. A passagem de ida e volta custará R$ 10.

Veja aqui a programação.

A Usina

Fundada em 1929 por José Pessoa de Queiroz, a Usina Santa Terezinha há mais de 15 anos deixou de moer cana de açúcar para fazer da arte um meio de incentivo a produção cultural. Proporcionando experiências educativas por meio de atividades e manifestações artísticas, como a Escola de Música que funciona diariamente e atende mais de 50 alunos, as ações atraem principalmente moradores do vilarejo de Santa Terezinha e dos municípios próximos, como Xexéu, Palmares e Catende.

O lugar, que possui cerca de sete mil hectares de terra, almeja ainda oferecer um processo de residência artística mais profunda. Alguns artistas, como José Rufino e Hugo França, já iniciaram a atividade. Nomes como Paulo Meira, Paulo Bruscky, Marcelo Silveira e Márcio Almeida estão no processo há três meses. “Eles estão aqui através de um convênio com o MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães) realizado em parceria com a Associação Amigos do MAMAM e Associação Jacuípe. A ideia é que os projetos que eles idealizarem para o local sejam produzidos na Usina e agreguem os moradores da vizinhança, seja durante a produção ou na execução das obras que, inclusive, ficarão aqui”, pontua Bárbara Maranhão.

Um dos projetos de residência é a Rádio Catimbó Museu da Usina, de Paulo Meira. Totalmente permeável, a rádio ficará aberta e será um suporte para que os habitantes das cidades possam realizar programações artísticas utilizando como meio de informação e formação de conteúdo. “Acabei de voltar de uma residência no Rio de Janeiro e lá nós implantamos a rádio Catimbó Colônia e resolvi dar continuidade aqui. Essa experiência de imersão, principalmente quando tem uma influência social colocando a arte como transformador e cuidador, é ainda mais enriquecedor”, ressalta Paulo Meira.

Com a ideia de criar um acervo de arte contemporânea, as obras produzidas pelos artistas irão compor principalmente o Jardim Botânico, projeto assinado pelo paisagista Eduardo Gonçalves e executado pelo também paisagista Luciano Lacerda, da Villa Garden Paisagismo. “São 29 hectares que terá mais de 30 mil espécies de grande porte. Atualmente, já existe 3,5 mil espécies plantas. Todas elas são nativas do Brasil e o espaço servirá tanto para pesquisar científicas quanto para experiências educativas”, explica Luciano. Atualmente, já existem mais de 20 obras de arte espalhadas pelo local.

[VÍDEO] A Revista SIM! foi até o local para conhecer o projeto. No vídeo, José Rufino (curador) e Bruna Pessoa de Queiroz (produtora do evento), falam um pouco sobre o festival que ressignifica a Região.

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Festival Arte na Usina
Acontece na Usina Santa Terezinha, em Água Preta
De 11 a 20 de novembro, das 9h às 21h
Inscrições e Informações: www.usinadearte.org

A artista Jorgeane Meriguette faz um jogo entre pintura e palavra em sua primeira exposição individual. Apostando no universo do Pós Modernismo, mais precisamente do expressionismo abstrato, “Não Me Calo” foi gestada em oito meses, sendo este um trabalho fruto de três anos de investigação. Ao todo são 32 obras, todos com nomes de emoções, sensações, sentimentos.

Jorgeane pontua que fez uso de pinceladas soltas e cores fortes para afirmar a urgência do aqui e agora. Os quadros são pintados em óleo sobre tela e desenhos. Nascida no Rio de Janeiro, viveu em Olinda a maior parte de sua vida. Hoje, mora em Recife. Formada em Administração de empresas, divide o seu tempo entre gerenciar uma importadora de vinhos e a pintura.

A mostra acontece no próximo dia 3 de novembro, na Casa dos Frios, no bairro das Graças, e inaugura a nova proposta para a casa: o investimento em eventos artísticos. A exposição finaliza no dia 3 de dezembro.

Exposição “Não Me Calo”, de Jorgeane Meriguette
Dia 03 de novembro, às 19h
Na Casa dos Frios | Avenida Rui Barbosa, Bairro das Graças, Recife

Dentre os ambientes de uma casa, a varanda é um dos espaços que mais remete tranquilidade e aconchego. Seja para receber amigos ou apenas passar aquele momento extra de relax, o cômodo tem ganhado uma atenção especial, principalmente quando o assunto é decoração. O casarão que habita a Casa Cor Pernambuco, mostra de decoração, design e arquitetura, apresenta quatro estilos bem diferentes de compor o ambiente.

As arquitetas Luiza Nogueira e Simone Lima apostaram no clássico para a Varanda Rui Barbosa. Na estrutura do sobrado do século XIX, peças em tons brancos e estampas se contrapõem com objetos novos e antigos, como a lustre Baccarat da década de 1930, Art Décor, em cristal e bronze, e a Mesa PI, da Casa Pronta, assinada pela design Jaqueline Teles. O local é divido em dois espaços que seguem a mesma composição e harmonia com a presença de fotografias do Recife, de Ângela Agra, tela do artista João Câmera e escultura do Mestre Galdino. “É um ambiente monocromático que possui um estilo atemporal e usual que tem como proposta permitir que você se sinta em casa”, explica Simone Lima.

No andar superior, a Varanda da Família, espaço assinado pelas arquitetas Giselly Agra, Katya Veras e Marcela Salazar, do Studio 360, traz características contemporâneas e minimalistas com fortes influências internacionais, estabelecendo uma ligação entre o verde e a arquitetura, integrando ao ambiente uma árvore em galhos secos.

A Varanda das Orquídeas tem a madeira como material principal com as cores laranja e vermelho dando o tom ao ambiente que fica na parte externa do casarão. No espaço, assinado pelos arquitetos Katia Carapeba, Sônia Beltrão e Gabriel Beltrão, a natureza é representada nas jardineiras e o pé de Sapoti. Obras de arte de Abelardo da Hora e André Nóbrega trazem os traços regionais e enaltecem a cultura popular brasileira como a arte de Edgar Viana.

As arquitetas Juliana Dijck e Marcela Muniz utilizaram a palavra aconchego para compor a Varanda Boulevard. Com a ideia de trazer materiais que remetam a um lugar destinado para relaxar, elas apostaram em madeira, revestimentos e tecidos e tons pastéis sempre mesclando com o verde, trazendo uma cortina de bambuzais. Entre os pontos marcantes do espaço, elas destacam a obra de Marcelo Silveira. “É uma peça que causa curiosidade nas pessoas, pois antes de tocá-la muitos pensam que é feita de couro, só que é de madeira. Além disso, o formato gera dinâmica e movimento ao ambiente”, destaca Juliana.

Reforçando o conceito assumido no início deste ano de uma loja voltada para a atmosfera do campo e praia, os empresários Eduardo Machado, Miguel Henriques e Wair de Paula apresentaram as novidades da Mostra Artefacto – Beach & Country 2014, neste sábado (31), para convidados e imprensa, na Zona Sul do Recife.

O evento apresenta dez espaços, assinados por nomes da arquitetura e decoração pernambucanos, que utilizam cores mais sóbrias e materiais como acrílico, madeira de demolição, laca, espelhos e aço, para reforçar a perspectiva da marca, que conta atualmente com onze lojas no Brasil e unidades nos Estados Unidos.

“A Mostra Artefacto é mutante. A ideia aqui é provar que é possível montar ambientes interessantes com produtos de liquidação”, cravou Eduardo Machado, um dos sócios da grife. Não à toa, o evento não tem data para acabar. Segundo os organizadores, a perspectiva é que o cliente possa adquirir qualquer produto do portfólio exposto.

Em tempo, quem marcou presença na ocasião foi a jornalista e apresentadora Astrid Fontenelle, grande conhecida de Wair, que se disse entusiasmada por voltar ao Recife. Quem deve aportar durante esta semana no evento é a arquiteta Brunete Fraccaroli, conhecida também pelo reality show Mulheres Ricas. A Mostra será aberta ao público em geral a partir desta segunda-feira (2).

Confira quem passou pela Mostra na nossa cobertura social no Facebook.

Artefacto Beach & Country
Rua Atlântico, 139, Boa Viagem
Fone: (81) 3465.8182

Abençoada pelo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, a capela de Nossa Senhora das Graças, construída pelo industrial Ricardo Brennand e sua mulher Graça Brennand e localizada em terras da antiga Usina São João da Várzea, possui estilo gótico com projeto de Augusto Reinaldo Alves Filho.

O novo templo dispõe de 600 metros quadrados e 21 metros de altura, podendo receber até 300 pessoas sentadas. Com design técnico de Edgar Ulysses de Farias Filho, o lugar tem talhas e carpintaria do Mestre Nido (Eronildes José Carlos Honorato). No altar principal, está suspensa uma imagem em tamanho natural de Jesus Cristo, assinada por Elias Sultanum.

A nova construção conta ainda com rosáceas de Sérgio Mantur, elementos fundamentais usados em catedrais durante o período gótico, que transmitem, através da luz e da cor, o contacto com a espiritualidade. Catorze anjos são de autoria de Ricardo Cavani Rosas. Os vitrais são de Suely Cisneiros Muniz e iluminação de Regina Coeli de Barros e Mohana Barros. Agenda do espaço para celebração de casamentos já começa a ser montada.

Instituto Ricardo Brennand
www.institutoricardobrennand.org.br

O desenho, esculpido na parede da sala, sai da intimidade da casa do artista José Corbiniano Lins para ganhar o mundo a partir da Exposição: Corbiniano – 65 anos de Arte, em cartaz no Museu Murillo La Greca. A mostra idealizada pelo produtor cultural e neto do artista, Sandro Lins, e aprovada pelo edital do Funcultura do Governo do Estado, faz uma retrospectiva da produção do olindense, que está entre os mais importantes escultores da arte contemporânea.

O acervo, formado por aproximadamente 40 esculturas, de base e parede, reúne ainda pinturas, gravuras, desenhos e uma tapeçaria capazes de retratar a pluralidade da produção do pernambucano. Em tempo, algumas das obras foram produzidas nas décadas de 1980, 1990 e 2000, mas só agora são expostas durante a mostra.

Além das visitas guiadas oferecidas, crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, terão a chance de participar de oficinas de arte dinâmicas. Coordenadas pela artista plástica e educadora Fátima Manzi, elas vão oferecer aos participantes a chance não só de descobrir a história de Corbiniano, como também de aprender as técnicas de criação adotadas por ele, produzindo esculturas em isopor e desenhos feitos com lápis aquarelável. Pelo menos 600 alunos de escolas públicas convidadas e inscritas devem passar pelas oficinas que serão gratuitas e funcionarão sempre no período da manhã em dias pré-marcados, durante o período da exposição.

Exposição Corbiniano – 65 anos de Arte
Visitação: 20/05 a 29/06
Museu Murillo La Greca – Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366. Parnamirim
Fone: (81) 3355.3127

Os arquitetos Diogo Viana e Juana Barreto, junto aos designers Cynthia Montarroyos (SP) e João Faissal (PB), dão início às atividades ao Noossa Designers nesta quarta-feira (28), na Galeria Joana D’arc, no bairro do Pina.

O estúdio foca no design de mobiliário e estampas personalizados, que podem ser impressas em papéis de parede, azulejos, além de móveis. Os produtos são desenvolvidos para o público em geral, bem como para arquitetos e empresas do segmento, que podem encomendar itens personalizados. “A ideia é que o cliente possa comprar os produtos expostos na casa ou encomendar o que ele tem interesse”, reforça Diogo, que também assina a ambientação do espaço.

Noossa Designers
Galeria Joana D’arc – Avenida Herculano Bandeira, 513, Loja 6B, Pina, Recife-PE (ao lado da Nuvem Produções)
Fone: (81) 9852.4184

A Casapronta acaba de receber a nova coleção da Decameron com a assinatura do designer Marcus Ferreira. São sofás, poltronas e bancos em cores sóbrias, revestidos em linho e camurça, utilizando como base materiais resistentes como jequitibá, cedro, ferro e aço e almofadas de encosto em pluma natural.

Marcus Ferreira – O olhar do designer para mobiliário é semelhante ao utilizado na alta-costura. A pesquisa de tendências sempre busca referências que dialoguem com seu universo conceitual. São valorizados o corte, a escolha dos materiais, estilo, conforto e a integração da peça com o meio. Para ele, o design deve ser a união do artesanal com o industrializado, permeado de informações e detalhes cuidadosamente trabalhados.

Casapronta
Shopping da Decoração – Av. Domingos Ferreira, 1274, lj 1/6. Boa Viagem, Recife-PE
Fone: (81) 3465.0010

Espelhos são um dos poucos acessórios unânimes da arquitetura. Combinam com diversos estilos de ambientes e caem bem em cômodos de tamanhos variados. Além de serem peças que simbolizam a vaidade, quando incorporados a paredes e móveis, são ótimos aliados na amplitude dos espaços. Nessa perspectiva, as arquitetas da arqMULTI, Danielle Paes Barreto, Soraya Carneiro Leão e Bruna Lobo, reuniram dicas de como utilizar o objeto na decoração, proporcionando maior funcionalidade e sofisticação ao ambiente.

Uma dica das arquitetas é com relação à localização das peças. O recomendado é que elas fiquem nas áreas de circulação da casa, em paredes, bancadas, portas ou até mesmo nos móveis em si. “Desde que inserido e adequado à decoração proposta, não há muitas restrições para usar essas peças”, conta Bruna.

Para locais menores, como banheiros, salas de estar ou hall, a pedida é colocar o espelho em uma das paredes. Lugares estratégicos para a aplicação do espelho são hall de entrada, sala de jantar, closets e porta de armários em quartos e banheiros. Em relação à variedade de cores e acabamentos, o ideal é escolher o que combina com o restante da decoração.

ArqMULTI
www.arqmulti.com.br