Foto: Beto Figueiroa

Estar de banzo. Sinônimo de saudade, melancolia. Ausência vivida pelo que está longe de nós. Sensação de perdermos o chão, seja por um lugar ou por uma pessoa. Remete ainda a prática comum no tempo da escravidão, já que a palavra se liga a resistência dos negros na luta pela liberdade. A aposta por promover um diálogo subjetivo deu ao fotógrafo pernambucano Beto Figueroa a ideia de batizar suas imagens com o peso e a potencialidade imaginativa que o termo enuncia. O “Banzo”, segundo livro da carreira de Beto, apresenta em 32 páginas as referências imagéticas e sensoriais que conotam esse sentimento.

Editado pela professora Georgia Quintas e o jornalista Alexandre Belém, o fotolivro é lançado pela editora Olhavê e faz parte de uma coleção de livros de fotografia de autores contemporâneos brasileiros. Será apresentado na DOC Galeria, na Vila Madalena, em São Paulo, na terça-feira (29). Na ocasião, também será exposto o quarto fotolivro do selo, o “Vertentes”, de André Conti. Recife também ganhará um evento de lançamento do Banzo, marcado para acontecer no dia 6 de dezembro, no Capibaribe Centro da Imagem (CCI).

Embora as fotografias tenham um ponto de partida, um cemitério ancestral às margens do Rio Capibaribe, na cidade de Salgadinho, em Pernambuco – local onde os antigos escravos foram enterrados sob várias lápides de pedra bruta, sem nome e sem cruz, o ensaio guarda um olhar desterritorializado. Outras imagens foram capturadas em Limoeiro, no Agreste pernambucano; no mar, referência direta à chegada dos navios negreiros, e a seus resquícios de vegetação; ou simplesmente de nuvens carregadas no início da manhã ou fim de tarde, provam da mesma cor densa e repleta de significados.

Lançamento do livro ‘Banzo”, em São Paulo
Acontece no DOC Galeria – R. Aspicuelta, 145, Vila Madalena, São Paulo
No dia 29 de novembro, às 19h
Entrada: Gratuita
Livro: R$ 45

Lançamento do livro ‘Banzo”, em Recife
Acontece no Capibaribe Centro da Imagem (CCI) – R. da Aurora, 533 – Boa Vista, Recife
No dia 6 de dezembro, às 19h

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Em comemoração aos 20 anos de Alameda Decor, a empresária Úrsula Fontes, nome à frente da loja, promove a Mostra de Artesanato de Pernambuco. São 20 ambientes assinados por arquitetos que se valeram da proposta defendida por Janete Costa, que é homenageada no evento: unir arte e artesanato a arquitetura e o design, expressando sempre as identidades culturais locais.

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Roberta Borsoi é a curadora da mostra que homenageia sua mãe, a arquiteta Janete Costa. (foto: Gleyson Ramos)

Em parceria com o Sebrae, a exposição tem curadoria da arquiteta Roberta Borsoi, filha de Janete. Entre os artesãos escolhidos estão o ceramista de Cabo de Santo Agostinho, Abias de Igarassu, Cesário Cana Brava, de Goiania, Oficinas e Formas, Iara Tenório, Marques Alecrim. “Eventos desse tipo põe fim ao mito de que o artesanato não pode estar inserido ao projeto de decoração de um ambiente de uma casa, por exemplo. Muitas peças tem fins decorativos, mas existem tantas outras que são funcionais. Inserir o artesanato nesse meio é valorizar a criação do artesão e também estimular as pessoas a valorizar a cultura regional”, pontua Roberta.

Com curadoria de decoração do arquiteto Kleber Carvalho, o projeto da sala de estar do arquiteto Roberval Cesário usou o perfil de um jovem empresário moderno para iniciar a ideia do ambiente. Ele explica que a concepção principal era que o espaço concentrasse a maior parte das atividades diárias do morador. “É um ambiente multiuso que possui mesa de jantar, poltronas que permitem uma conversa mais íntima e um sofá para um descanso, tudo isso mesclando elementos contemporâneos com o artesanato”, pontua.

Kleber destaca que os bonecos de José Claudio, do espaço Mariola, foram o ponto de partida para iniciar a decoração do local. “A partir dele, conseguimos criar um universo harmônico entre as almofadas que estampam os traços desses bonecos, desenhadas por mim, os tamanduás de Cida, do espaço Mariola, representando a nacionalidade, e o São Francisco Preguiçoso, de Totinha de Tracunhaém, que pontua a regionalidade, por exemplo. É uma forma de fazer referência a regionalidade e a cultura local”, destaca Kleber que também fez uso de peças do acervo pessoal de sua avó.

Na sala de jantar assinada pela arquiteta Juliana da Mata a aposta foi mesclar tons e materiais dando ao lugar um estilo rústico. “Uni a cerâmica aos detalhes amadeirados, com móveis em laca, harmonizando com tons mais escuros. No centro da mesa fiz uma composição com peças em madeira que são complementadas com uma obra de arte da artista baiana Nádia Taquary”, explica a arquitetura destacando que a obra de Nádia, uma escultura que reproduz em tamanho maxi as jóias usadas pelas escravas, entra em simetria com os outros objetos já que o item mistura ouro e madeira. O quadro da série As Prostitutas, de José Claudio, e as santas de artesã Aelly estão entre as peças de artesanato usadas no projeto.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O pesquisador, artista visual e escritor Itamar Morgado, relança, nesta quinta-feira (24), alguns de seus títulos. O evento faz parte do Novembro das Artes do Casato Café.Bistrô e traz obras como Bia Baobá (2011) e A Peleja do Boi Maneiro contra A Lei da Gravidade (2015).

Outros relançamentos, que acontecem também a partir das 19h são: Soma: Poesia de Montez Magno, Microplanos e Inframinces de Bete Gouveia, e Memorabilia: Críticas de Arte de Montez Magno, livros do selo do escritor. Aos fãs, Montez estará no local autogrando seus relançamentos.

Quinta Literária no Novembro das Artes
Quando: 24 de Novembro, a partir das 19h
Onde: Casato Café.Bistrô – Avenida Rui Barbosa, 1503, Graças
Informações: (81) 3034.8909 | www.facebook.com/pg/CasatoBistro/
Entrada: Gratuita

Foto: Divulgação

A Bertolucci, marca de iluminação, se prepara para lançar coleções. A primeira dela, uma linha de luminárias assinadas pela designer e arquiteta gaúcha Nicole Tomazi. Chamada de Raízes, é composta por abajur e pendente – este em três tamanhos- e possui forma orgânica que remete à natureza, sua grande inspiração. Durante o desenvolvimento da coleção a designer constatou que o caminho seria utilizar uma textura que já fazia parte de sua identidade: o tricô em corda náutica.

Se preparando para completar 60 anos, a marca apresenta ainda a Linha Sopro, com design moderno, sustentável e assinada pela Oficina Bertolucci. A coleção faz alusão ao modo artesanal de molde dos vidros e dispõe de garrafões em quatro tamanhos, feitos com matéria-prima reciclada e soprados individualmente, como uma escultura. Cada modelo é
único.

As peças possuem curvas elegantes conferindo um ar delicado e de grande leveza. O fio elétrico é fino e fica aparente, nas cores preta ou cinza, acompanhado interruptor, parte marcante do design da luminária.

Além disso, a marca apresenta também a linha Tifa composta de dois pendentes e um abajur. Os produtos são confeccionados pelas artesãs da Ong Orientavida, instituição criada com o intuito de ajudar no combate a falta de oportunidade de pessoas carentes. Todos os produtos da linha são produzidos com materiais sustentáveis, tendo como matéria-prima a taboa. A extração é realizada de forma artesanal, preservando a raiz para que em poucas semanas volte a crescer.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Shopping Recife une arte, moda e decoração em um único ambiente. O centro de compras reúne mais de 200 produtos criados por designers de destaque no estado e no país e promove o It Design, exposição e feira que acontece a partir do próximo dia 11.

Entre os destaques, as peças decorativas do designer Guilherme Luigi e o lançamento da nova coleção de móveis de aço e madeira da Casa Pavão. O hall do ambiente será montado pela pernambucana Muma.

Conheça os artistas que irão expor no espaço:

Casa Pavão – Mobiliário, mesas e bancos em aço;
Kátia Costa Pinto – Acessórios, colares em materiais diversos;
Firulinha – Moda infantil;
Fag – Bolsas com design exclusivo;
Casa 87 – Moda – vestidos | Decoração – almofadas e quadros com estamparia exclusiva;
Wunderbar – Mobiliário e decoração – poltronas, puffs e almofadas com estamparia exclusiva;
Fattoria – Mobiliário e decoração – sofás, poltronas, puffs e almofadas;
Cirandela – Moda roupas, saias com estampas exclusivas;
Babica Ribeiro – Moda Praia, biquínis e vestidos;
Coelho da lua – Acessórios de moda, bijuteria em madeira;
Studio lama – Acessórios de moda, bijuteria em acrílico;
Coletivo madeira – Mobiliário, bancos em Madeira talhada;
Thais Cavalcanti – Ilustração e decoração – Almofadas e quadros;
Muma – Mobiliário, poltronas e luminárias;
Guilherme Luigi – Decoração – Lambe-lambe;
Loja grude – Decoração – Lambe-lambe;
Pedro Bezerra – Decoração – Ilustrações, quadros e cadernos;
Cris Cisneiros – Moda – Vestidos com design exclusivo.

It Design
Acontece na 5ª Etapa do Shopping Recife
De 11 de novembro a 23 de dezembro
De segunda a sábado, das 14h às 22h | Domingos, das 14h às 21h

Foto: Lucas Oliveira

Foto: Lucas Oliveira
Foto: Lucas Oliveira

A iniciativa ainda é tímida, mas os projetos que apostam na aplicação de telhados verdes já começam a chamar a atenção de arquitetos, construtores e a população em geral. Duas dessas aplicações – a do prédio Information Technology Business Center (ITBC), no bairro do Recife, e do Bar Central, em Santo Amaro -, ambas projetadas pelo paisagista Marcelo Kozmhinsky, foram o ponto crucial para o desenvolvimento do livro “Telhados Verdes: Uma iniciativa sustentável”, produção fruto de uma disciplina de Gestão Ambiental, do mestrado de Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE) realizado pelo paisagista.

De acordo com Kozmhinsky, o objetivo da obra é agregar e compartilhar conhecimento na pretensão de desmistificar as dificuldades que muitos acreditam ter na aplicação do telhado verde. “O livro não é uma produção cientifica acadêmica. A ideia é que as pessoas em geral possam entender um pouco mais sobre o que é um telhado verde e pôr fim a insegurança que muitos têm. A proposta é afirmar que esta é uma iniciante importante para melhorar, entre outros pontos, a temperatura do ambiente, a poluição visual e atmosférica, a reduzir as ilhas de calor e ter mais um espaço para a fauna e flora”. destaca o paisagista. Toda a produção do livro durou um ano e, além de Kozmhinsky, também participaram da obra a ecóloga Sara Pinheiro e a professora da UFRPE Soraya Giovanetti.

O foco do trabalho será no telhado verde do ITBC onde serão levantados dados em relação a qualidade ambiental ressaltando itens como umidade do ar, evapotranspiração e temperatura. “A ideia é pensar neste modelo e replicar nas edificações que não previam telhados verdes, pois as novas, por conta da Lei (legislação municipal de número 18.112), já vão prever, no entanto as antigas não. A proposta é comprovar que é possível ter projetos desse tipo”, explica pontuando que um prédio com telhado verde pode oferecer um conforto térmico de quatro a seis graus em relação ao seu entorno.

O livro será lançando no próximo dia 17, na loja Florense de Recife, localizada no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da capital pernambucana. O evento, marcado para acontecer às 19h, terá uma apresentação do tema e um momento para autógrafos.

Lançamento – Telhados Verdes: Uma iniciativa sustentável
Acontece na Florense Recife – Av. Eng. Domingos Ferreira, 4242 – Boa Viagem
No dia 17 de novembro, às 19h

Obras de arte estão expostas por todo o terreno da Usina. Foto: Lucas Oliveira

Aos 50 anos de idade, o carpinteiro Manuel Miguel da Silva, mais conhecido como Seu Bal, não imaginaria que a madeira poderia oferecer mais que a possibilidade de criar móveis. Trabalhando há mais de 25 anos na Usina Santa Terezinha, localizada no município de Água Preta, Zona da Mata Sul de Pernambuco, ele se deparou com o desejo de fazer algo a mais e usou a arte como forma de expor todas as criações que estavam guardadas na cabeça. “Sempre via que sobrava alguns pedaços de madeira e um dia pedi as sobras para fazer algo. Na hora que comecei a mexer, fui imaginando no que eu poderia fazer e fui criando. Fiz duas peças e já guardei material para a próxima”, afirma.

O local que aposta na arte como caminho para a transformação social é endereço de oficinas e cursos artísticos gratuitos oferecidos aos moradores dos municípios vizinhos durante todo o ano, e, deste 2015, marca novembro como o mês do Festival Arte na Usina, evento que reúne artistas nacionais para oferecer workshop, shows, performances, mesas de discussão, exibição de filmes, palestras e exposições. “Queremos criar um pólo de arte que possa, além de gerar educação, desenvolver a cultura, produção e a economia da cidade. É provocar o poder criativo que essas pessoas já têm e, nesse curto espaço de tempo, já conseguimos ter respostas positivas desse trabalho”, afirma Bruna.

Com curadoria dos artistas Fábio Delduque, nome à frente do Festival de Serrinha, e José Rufino, e idealização e produção de Bárbara Maranhão, Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz, o projeto acontece de 11 a 20 de novembro. Na programação, nomes como Ronaldo Fraga, Laura Vinci, Hugo França, Helder Vasconcelos e outros irão ministras as ações. “Eu, particularmente tenho uma crença muito profunda na criação e produção artística, seja ela mais erudita ou voltada para a cultura popular, como mecanismo de educação e transformação de uma pessoa”, destaca Rufino.

As inscrições acontecem no site do evento e, quem preferir dormir no local, a organização sinaliza na página as hospedagens no estilo “pousada domiciliar”, oferecida por moradores locais. “Quem quiser ir pela manhã e voltar ao final do evento, vamos disponibilizar um micro-ônibus que ficará estacionado no RioMar Shopping”, explica Ricardo. A passagem de ida e volta custará R$ 10.

Veja aqui a programação.

A Usina

Fundada em 1929 por José Pessoa de Queiroz, a Usina Santa Terezinha há mais de 15 anos deixou de moer cana de açúcar para fazer da arte um meio de incentivo a produção cultural. Proporcionando experiências educativas por meio de atividades e manifestações artísticas, como a Escola de Música que funciona diariamente e atende mais de 50 alunos, as ações atraem principalmente moradores do vilarejo de Santa Terezinha e dos municípios próximos, como Xexéu, Palmares e Catende.

O lugar, que possui cerca de sete mil hectares de terra, almeja ainda oferecer um processo de residência artística mais profunda. Alguns artistas, como José Rufino e Hugo França, já iniciaram a atividade. Nomes como Paulo Meira, Paulo Bruscky, Marcelo Silveira e Márcio Almeida estão no processo há três meses. “Eles estão aqui através de um convênio com o MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães) realizado em parceria com a Associação Amigos do MAMAM e Associação Jacuípe. A ideia é que os projetos que eles idealizarem para o local sejam produzidos na Usina e agreguem os moradores da vizinhança, seja durante a produção ou na execução das obras que, inclusive, ficarão aqui”, pontua Bárbara Maranhão.

Um dos projetos de residência é a Rádio Catimbó Museu da Usina, de Paulo Meira. Totalmente permeável, a rádio ficará aberta e será um suporte para que os habitantes das cidades possam realizar programações artísticas utilizando como meio de informação e formação de conteúdo. “Acabei de voltar de uma residência no Rio de Janeiro e lá nós implantamos a rádio Catimbó Colônia e resolvi dar continuidade aqui. Essa experiência de imersão, principalmente quando tem uma influência social colocando a arte como transformador e cuidador, é ainda mais enriquecedor”, ressalta Paulo Meira.

Com a ideia de criar um acervo de arte contemporânea, as obras produzidas pelos artistas irão compor principalmente o Jardim Botânico, projeto assinado pelo paisagista Eduardo Gonçalves e executado pelo também paisagista Luciano Lacerda, da Villa Garden Paisagismo. “São 29 hectares que terá mais de 30 mil espécies de grande porte. Atualmente, já existe 3,5 mil espécies plantas. Todas elas são nativas do Brasil e o espaço servirá tanto para pesquisar científicas quanto para experiências educativas”, explica Luciano. Atualmente, já existem mais de 20 obras de arte espalhadas pelo local.

[VÍDEO] A Revista SIM! foi até o local para conhecer o projeto. No vídeo, José Rufino (curador) e Bruna Pessoa de Queiroz (produtora do evento), falam um pouco sobre o festival que ressignifica a Região.

Festival Arte na Usina
Acontece na Usina Santa Terezinha, em Água Preta
De 11 a 20 de novembro, das 9h às 21h
Inscrições e Informações: www.usinadearte.org

Foto:  Lucas Oliveira

Como parte das atividades da Semana do Design, evento que engloba as raízes do setor como moda, gráfico e interiores, alunos do 3º e 4º período do curso de Design de Interiores, da Faculdade de Boa Viagem (FBV), projetaram dois ambientes, uma sala de estar e outra de jantar, para simular a prática diária de um arquiteto em atuação. Sob orientação dos professores Alexana Vilar e Hugo Cavalcanti, 16 alunos tiveram cerca de dois meses para idealizar os espaços, projetá-los virtualmente, entrar em contato com as lojas e montar os ambientes que ficaram expostos durante a Semana.

Marcas como Domodi, Urban Arts, B & M Iluminação e A Carneiro Home & Office apoiaram a ação, que é pioneira na unidade de ensino, e disponibilizam móveis e peças de decoração para os estudantes. “Foi muito importante a parceria com as lojas, pois os alunos conseguiram entender como acontece o relacionamento entre profissional e lojista”, pontua Alexana.

De acordo com ela, o exercício ofereceu uma noção mais ampla do que acontece na realidade da profissão. Ela explica que sair da zona teórica e partir para uma prática mais aprofundada permite que o aluno finalize a faculdade um pouco mais amadurecido e ciente das diversidades que acontecem no dia a dia do profissional. “Nem sempre o que planejamos acontece. Por vezes o cliente não gostou de algo, ou se apaixona por alguma peça ou na hora da montagem o objeto não ficou legal e você precisa adequá-lo as proporções e dimensões do lugar, ou até o móvel que você imaginou para o ambiente não está disponível no mercado. Para estas e outras coisas que surgem é preciso ser flexível e criar possibilidades que solucionem as dificuldades, e para ter sucesso nisso é preciso de prática”, destaca ressaltando que a ideia é que mais atividades com esta aconteçam na faculdade.

fotoarte

Foto: Carlos Vergara
Foto: Carlos Vergara

Produção assinada pela Revista SIM!®, o curta FotoArte apresenta ao público a opinião e visão de fotógrafos e artistas plásticos acerca de suas experiências fotográficas, além das explanações históricas expostas por especialistas na área. Mateus Sá, Beto Figueirôa, Rafael Medeiros, Ricardo Labastier, Hélia Scheppa, Roberto Lúcio, Dyógenes Chaves, Amélia Couto, Raul Córdula, Fernando Chaves e André Aquino foram os personagens que participaram do curta, apresentado no final da tarde do último sábado (29), na Arte Plural Galeria.

Assumindo o papel de protagonista, fotografias assinadas por profissionais consagrados e consideradas obras de arte foram incluídas durante as falas dos convidados, permitindo ao telespectador a possibilidade de sentir e compreender o que esteve por trás da validação das imagens como peças artísticas. “Frederico Moraes, um importante crítico de arte e curador brasileiro, tem um livro cujo título é: A arte é tudo aquilo que eu e você achamos que é arte. Quer dizer que isso vai muito além de um diálogo pessoal, eu e você, porque cada sociedade elege seus artistas”, pontua o artista plástico Raul Córdula.

Complementando a matéria especial ‘Fotografia e Arte…É Arte?’, publicada na edição 102 da SIM!, FotoArte discute ainda inclusão da fotografia no trabalho de artistas plásticos que passaram a utilizar a foto como equipamento artístico, como uma maneira de acrescentar e mesclar as possibilidade da união entre a fotografia e a pintura.

Confira o curta FotoArte:

Simplicidade Essencial.  Foto: Divulgação

Foi a partir das inquietações humanas e acontecimentos mundias que vêm surgindo nos últimos anos que a Sherwin-Williams, marca de tintas com mais de 150 anos de mercado, apresentou o Colormix 2017, um composto de 40 cores divididos em quatro coleções e a tonalidade que dará o tom no próximo ano.

Luz da Noite, Simplicidade Essencial, Sem Fronteiras e Novos Rumos refletem a necessidade de renovação espiritual, a busca pela tranquilidade e a possibilidade de encontrar novas experiências. Em palestra na manhã da última quarta-feia (26/10), a responsável pelo Color & Design Marketing da Sherwin-Williams na América Latina, Carol Derov, explica que as reflexões das paletas giram em torno do processo de redescobertas e recarga de energia positiva que tem se tornado desejo entre a maioria das pessoas. “Diferente do que foi proposto para 2016, onde o foco eram os sentimentos do romantismo e diversão, a cartela 2017 é sinônimo de nova espiritualidade e inspiração. A corrida das pessoas em busca de meios para conseguir momentos de tranquilidade e bem estar”, afirma.

Com estilo dramático e apostando nas influências barrocas, Luz da Noite remete ao desejo de refúgio e introspecção trazendo cores escuras com tons em vinho, azuis nórdicos e frios, neutros clássicos, atemporais e amarelo. Já a coleção Simplicidade Essencial aposta na sustentabilidade. “É a vontade de se reconectar com natureza para fortalecer a qualidade de vida”, pontua Carol. As tonalidades suaves e florais mesclam entre o coral, rosa, neutros gelados e marrons quentes. Nas formas, destaque para a geometria no design e nas estampas.

Novo Rumos entrelaça o virtual com o real. Sofre influência dos movimentos de empoderamento, como o feminismo, e a diversidade cultural. A ideia aqui é trazer tons fortes e quentes, que relembram as cores gritantes usadas nos anos 70, como o laranja, amarelo, roxo, além de apostar em materiais sintéticos, madeira pintada e estampas monocromáticas.

Diante da onda de migração, o Sem Fronteiras aborda a necessidade de conexão com as comunidades no sentido de que ‘todos somos cidadãos do mundo’. De paleta apimentada, com vermelho intenso, azuis de personalidade e amarelo, traz a tona a importância do ‘Faça Você Mesmo’ com o artesanato e o trabalho manual em ressalta. “Não estamos projetando apenas por estética, mas para solucionar um problema do mundo. É o design centrado no humano apostando no rústico industrializado”, afirma Carol. Cerâmica e rendas estão entre os principais materiais.

Cor 2017

A mistura entre o cinza e o marrom definiu a cor do ano da Sherwin-Williams. A cor Poised Taupe representa o equilíbrio entre o quente e o frio. “Já estávamos cansados dos tons em branco e azuis. Estava no momento de trazer uma tonalidade diferenciada, um neutro que pode ser utilizado como pano de fundo e de fácil combinação. É uma cor que transcende os continentes sendo possível ser usado tanto em áreas comerciais quanto residenciais”, pontua Carol.

Tanto as coleções quanto a tonalidade no ano são escolhidas através de pesquisas e estudos sobre o comportamento humano e os acontecimentos e tendências mundiais. Um grupo de especialistas da marca se reúne no mês de fevereiro para discutir e decidir as cores que influenciam esse movimento e inquietude, e que irão fazer parte do cotidiano das pessoas.