Como parte do processo de transformações que vêm acontecendo no edifício Califórnia, no bairro de Boa Viagem, o café Borsoi e o escritório do arquiteto Diogo Viana fixam endereço no prédio histórico da orla da Zona Sul, dentro de um contexto de fomentação de um polo cultural na área. Com projeto de arquitetura assinado por Diogo, os ambientes dialogam entre si através do protagonismo às obras de arte.

Ao abrir a porta do novo ambiente do escritório do arquiteto, o visitante já se depara com uma gallery wall ou parede de arte estruturada com obras do artista Xadai Rudá, em uma parceria com o site Spot Art. O espaço, de acordo com Diogo, será frequentemente modificado no intuito de valorizar e estimular o colecionismo jovem entre seus clientes. “Seguindo essa mesma ideia, trouxe parte da minha coleção de arte para a sala de estar. Aqui, tenho peças de Kilian Glasner, Roberto Lúcio, João Câmara, por exemplo”, pontua.

Dois outros destaques do lugar são o container em cobre, usado como solução para separar a copa da área de produção da equipe e oferecendo privacidade ao setor administrativo, e a parede verde assinada pela paisagista Ana Gonçalves na sala do arquiteto. “Em meio a cores neutras, o verde das plantas quebra as variações de branco e dá vida ao espaço”, frisa Diogo.

Já no café Borsoi, o arquiteto apostou nos mobiliários de madeira em combinação aos tons de preto e branco. Uma das paredes do ambiente foi usada para abrigar uma mini loja de arte. Para causar interação entre os clientes e os baristas, os maquinários da cafeteria foram posicionados no balcão e na mesa próximas às áreas de consumo formando uma espécie de estação da bebida. “Estamos trazendo um novo conceito de café onde o consumidor vai absorver informação, vai conhecer como é feito. Estar no Califórnia, dentro de um movimento que busca incentivar a relação íntima entre o prédio e os moradores ajuda a fortalecer ainda mais a nossa ideia de resgate, de voltar às raízes”, explica a fotógrafa Paloma Amorim, que junto ao barista George Gepp encabeçam o negócio.

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Edifício Califórnia vive novo momento

Califórnia é ícone da arquitetura moderna

Um dos primeiros prédios construídos na avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, o edifício Califórnia é considerado um dos ícones da arquitetura moderna pernambucana. Projetado em 1953 pelo arquiteto Acácio Gil Borsoi, o empreendimento, que por anos esteve em um estado de má conservação, passa por um processo de revitalização que promete mais que melhores condições estruturais: a proposta pretende movimentar a área com a ofertas de atividades artísticas e gastronômicas.

As mobilizações para tornar o lugar um polo cultural já começaram em fevereiro deste ano com a ida do Café Borsoi, cafeteria dos empresários Paloma Amorim e George Jepp, o escritório de arquitetura de Diogo Viana, o estúdio de gravação encabeçado pelo músico Emerson Andrade, e a galeria Amparo 60, da marchand Lúcia Santos. Além deles, nomes do cenário das artes como o artista Bruno Faria apostaram no empreendimento através da decisão de morar no local.

Toda essa ebulição partiu da memória histórica e da importância arquitetônica do Califórnia que vinha sendo deixada de lado pela maioria dos recifenses. “Estava projetando o Café Borsoi quando soube que uma das lojas do térreo estava para alugar e que o espaço do primeiro andar estava vazio. Analisei outras atividades que pudessem se unir a mim na ocupação numa proposta de fomentar a arte na Zona Sul do Recife”, conta o arquiteto Diogo Viana.

Para a galerista Lúcia Santos, estar no Califórnia, um lugar acessível ao público e que tem um clima de praia, torna a galeria um lugar mais convidativo tanto para os moradores quanto para os turistas que estiverem no bairro. Além das operações já disponíveis no empreendimento, a iniciativa prevê ainda ações que irão dialogar com o público como shows intimistas, festivais de música, pequenas feiras e a possibilidade de um cinema de arte.

 

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Café Borsoi e DV Arquitetos com endereço no Califórnia

 

 

Vivian Lima, curadora (Foto: Divulgação)

A Casa Viva chega a sua 8ª temporada no Riomar Shopping reforçando a importância da valorização e incentivo ao design autoral. A loja pop up itinerante, que se tornou um reduto de criadores nacionais, apresentará para o público recifense cerca de 40 marcas de 10 capitais. Sob o comando da empresária e curadora Vivian Lima, o espaço abraçará opções que variam entre objetos de decoração, artes, livros, moda, papelaria e artesanato contemporâneo. O espaço receberá novidades toda semana.

De acordo com Vivian, a curadoria é longa e detalhada com viagens, feiras e pesquisas de mercado fazendo parte do processo. Na unidade, as peças serão expostas de maneira nada convencional artes ao lado de moda, decoração compõe junto da papelaria. A ideia é que o visitante experimente, toque e se permita descobrir o novo e exercitar o olhar nas ideias montadas com os produtos.

Entre os participantes locais estão marcas reconhecidas no mercado como a Trocando em Miúdos, Calma Monga, Vitalina, Tout Joalheria Artesanal entre outros. Já representando outras nove capitais estão a Especiário (RN), Moblia (DF), Ponto Deco e Brígida Acessórios (RJ), Uma Chuva de Amor (RS), La Abuela (BA), Box 19 (MG), Anna Maeda (SP), Maira Amaral, entre outros. Vale destacar que todas as com produtos à venda exclusivamente na pop up.

A Casa Viva funcionará de 02 de maio a 15 junho no RioMar Shopping, piso L1- Recife.

Oficinas

Paralelo à exposição dos artistas nacionais, a Casa Viva realizará, aos sábados, Oficinas de Técnicas Manuais para estimular o lado criativo e as habilidades à mão. A agenda apresentará temas variados como Forração de cúpulas para luminárias, Estamparia através de recortes, Chelkboard, Crochê para iniciantes e Aquarela.

Os valores variam de R$ 70 a 135 reais, com material incluso e as inscrições estarão abertas no local a partir do dia 02 de maio. Pela primeira vez a programação terá workshops gratuitos, com a participação de arquitetos e decoradores, para tirar dúvidas comuns como misturar cores, composições, arrumação de quadros, escolha de molduras e outras abordagens.

8ª. Edição da Casa Viva pop up – Talentos do Brasil
De 02 de maio a 15 de junho
No Riomar Shopping – piso L1- Recife
Entrada: gratuita

A Parada Criativa chega em sua 5ª edição com novos nomes do empreendedorismo criativo nacional. O evento que tem realização e curadoria da Casa Viva acontece nos dias 08 e 09 de abril, no piso L4 do Plaza Shopping, em Recife/PE. No formato ‘mercado livre’, 20 participantes oferecem peças autorais como almofadas, roupas, quadros, joias, pinturas, bolsas, entre outros produtos.

 

Nesta edição, estarão presentes a artista Simone Souto Maior, com seu trabalho em esculturas e mandalas em papel; Cores com Amor, de João Pessoa, com banquetas pintadas à mão e vitrais de vidro; Vasos de Luz, com vasinhos de barro; Concretizze Design com peças de decoração feitas em concreto; a gaúcha Bianca Leal Acessórios com colares, brincos e pulseiras fabricados com reaproveitamento de cordas e torçais; Gigolé, com peças feitas em madeira; Meus Botões, com artigos produzidos com botões e fitas; e a LB Biojóias focada em materiais naturais da natureza para criação de peças conceituais. No segmento joias artesanais, a Maria Duarte Joalheria apresentará peças exclusivas em prata, com estilo contemporâneo.

Na área de design e decoração, a estréia do Estúdio Mezcla, a marca AP13, Eita Decoração e Rosa Nunes Artes Gráficas. A marca pernambucana Firulinha apresentará artigos de moda para criança. Já a Mamãe Fez Para Mim promete encantar com acessórios feitos manualmente com textura, flores, pérolas, rosas tudo no estilo princesa.

5º edição da Parada Criativa
Acontece nos dias 08 e 09 de abril, no Piso L4 do Plaza Shopping
Funciona no sábado das 10h Às 22h | domingo das 12h Às 20h
Informações: Casa Viva @casavivadecor

Forte das Cinco Pontas, Recife/PE
Forte das Cinco Pontas, Recife/PE. Foto: Divulgação

Entre os dias 4 e 7 de abril, o Seminário Internacional Fortificações Brasileiras – Patrimônio Mundial: estudos para análise de modelos de gestão e valoração turístico-cultural, reunirá gestores de fortificações e agentes públicos do Brasil, da América Latina e da Europa. O evento acontece no Forte das Cinco Pontas, no Recife e os debates vão abranger modelos de gestão e a dinamização da atividade turística.

As fortificações brasileiras foram implantadas pelos europeus num processo de ocupação diferenciado das outras potências coloniais. Hoje, elas são uma porta de entrada para o turismo cultural no Brasil, incentivando o conhecimento e a apropriação do Patrimônio Cultural.

Um plano em estudo pelo Ministério do Turismo prevê melhorias no ambiente de negócios da área, com o incentivo à realização de parcerias público-privadas, e enfatizar que os monumentos ajudam a diversificar a oferta turística de destinos nacionais. De acordo com o ministro do Turismo, Marx Beltrão, por meio do seminário, com muitos debates, será definido a forma de gestão ideal para fazer das fortificações grandes equipamentos turísticos do país.

PATRIMÔNIO MUNDIAL
Durante o evento será discutida a candidatura de 19 fortificações, situadas em 10 estados brasileiros, que integram a Lista Indicativa Brasileira a Patrimônio Mundial da Unesco. O conjunto representa as construções defensivas implantadas no território nacional, nos pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do País. A iniciativa vem sendo empreendida pelo Departamento de Articulação e Fomento (DAF) do Iphan em desdobramento aos entendimentos construídos junto aos Ministérios do Turismo e da Defesa e conta com a participação do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam) do Instituto e da Superintendência do Iphan-PE. Na lista, Pernambuco entra com os fortes de Santa Cruz (Fort Orange), em Itamaracá, São João Batista do Brum e São Tiago das Cinco Pontas, ambos no Recife.

Para os debates e a realização das oficinas de trabalho, estarão presentes representantes de fotificações de 4 quatro países. Eles irão partilhar suas experiências na gestão dos bens: Fortaleza de Dalt Vila, em Ibiza, na Espanha; Castelo de São Jorge, em Lisboa, em Portugal; Castelo de San Felipe de Barajas, em Cartagena de Indias, na Colômbia; e Sistema de Fortificações de Havana, na Cuba. Também serão abordados casos como modelos de gestão para a realidade brasileira, como a Fortaleza de Tapirandú, em Morro de São Paulo, na Bahia, o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, e o Forte das Cinco Pontas, no Recife.

A proposta é que, ao final do seminário, seja assinada a Carta do Recife, com diretrizes para o estabelecimento de parcerias público-privadas e para a certificação de destinos patrimoniais, visando, ainda, acordos específicos para cada fortificação com a definição de diretrizes de trabalho que deverão nortear o desenvolvimento das suas ações.

O mês de março marca uma nova fase para a Amparo 60. A galeria, que permaneceu por anos no imóvel na Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, formaliza a partir do sábado (25) uma parceria que promete movimentar o cenário de arte da cidade: a revitalização do icônico edifício Califórnia onde a galerista Lúcia Santos, junto a outros empreendedores, ocupam as sobrelojas do histórico local para para dar uma nova vida cultural ao espaço.

Foto: Lucas Oliveira
Lúcia Santos e parte do casting da Amparo 60. Todos animados com o novo endereço. Foto: Lucas Oliveira

E nada mais justo que a inauguração aconteça com a abertura de uma exposição. Evoé, o grito de evocação que expressa entusiasmo, exaltação e intensa alegria, será nome da coletiva que une todos os 35 artistas do casting da galeria: Alex Flemming, Alice Vinagre, Amanda Melo da Mota, Bárbara Wagner e Benjamin de Búrca, Bruno Faria, Bruno Viera, Bruno Vilela, Carlos Mélo, Célio Braga, Cristiano Lenhardt, Delson Uchôa, Fernando Augusto, Francisco Baccaro, Gil Vicente, Gilvan Barreto, Hildebrando de Castro, Isabela Stampanoni, José Patrício, José Paulo, José Rufino, Juliana Notari, Kilian Glasner, Lourival Cuquinha, Luiz Hermano, Marcelo Silveira, Marcelo Solá, Márcio Almeida, Mariannita Luzzati, Martinho Patrício, Paulo Bruscky, Paulo Meira, Ramonn Vieitez, Rodolfo Mesquita, Rodrigo Braga e Vanderlei Lopes.

A curadoria foi feita pelo artista Douglas de Freitas. Ele explica que o conceito geral da exposição é comemorar a nova fase da galeria unindo a exaltação das características da cidade. “Procurei também trazer obras que representassem a essência dos artistas. Foi desafiador, pois neste caso tivemos muitos e tivemos que conciliar todos os trabalhos com os espaços, ter um conceito estruturado para termos uma montagem que desse conta de destacar todos os trabalhos e simbolizar a produção dos artistas”, conta.

Para Lúcia, a ida da Amparo para o Califórnia vai permitir um diálogo maior com o público. “A galeria é um espaço comercial, mas principalmente é um lugar cultural na cidade. É um espaço inspirador que precisa ser visitado como um museu, por exemplo. No edifício, por ser mais aberto, ter portas em vidros que convidam as pessoas, além de estar próximo a praia, acredito que irá atrair mais”, destaca a galerista que também ressaltou a ligação emocional com o prédio. “O Califórnia é um projeto do meu padastro, Acácio Gil Borsoi, e acredito que ele me acompanhou durante essa jornadas e que esteja muito feliz com tudo isso que está acontecendo. Afinal, a ideia original era movimentar este lugar com serviços que valorizassem a cidade e o morador do prédio”, ressalta.

Foto: Lucas Oliveira
O novo espaço tem uma iluminação natural e um pé direito que valorizam muito as obras expostas. Foto: Lucas Oliveira

HOMENAGEM
O pintor pernambucano Rodolfo Mesquista, falecido em fevereiro de 2016 e que fazia parte do casting da galeria, será homenageado na mostra. Durante o vernissage, o artista Paulo Bruscky vai apresentar a performance Arteatro onde passeará pelo espaço com uma grande faixa de tecido.

Exposição Evoé – Galeria Amparo 60 Califórnia
>  Abertura 25 de março de 2017, a partir das 17h – Só para convidados
Visitação de 27 de março a 26 de maio de 2017

> Funcionamento da Galeria:
Terça a sexta, das 10h às 19h; Sábados das 11h às 17h.

> Rua Artur Muniz, 82. Primeiro andar, salas 13/14, Boa Viagem, Recife – PE

O Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), recebe neste sábado(18), as obras do acervo da Coleção Assis Chateaubriand.  A mostra intitulada “Pessoas” vai reunir mais de 300 obras que contam a história da arte moderna brasileira.

A exposição acontece dentro da Galeria Tereza Costa Rêgo que fica no museu. Subdivida em três pilares: o retrato e o nu artístico; os personagens: reais e imaginários; cenas e lugares, a expo conta com nomes como o de Cândido Portinari, Ladjane Bandeira, Noêmia Mourão, David Hockney, João Batista da Costa e Antônio Gomide. A curadoria é da arquiteta e arte-educadora Lúcia Padilha Cardoso, também idealizadora do Projeto.

A  coleção faz um passeio pela História da Arte Brasileira com obras que vão desde o academicismo do século XIX até o modernismo dos anos 60, com quadros de grandes nomes da pintura nacional como Tomie Ohtake, Candido Portinari, Lasar Segall, Monabu Mabe, Francisco Brennand e Almeida Junior. Entre as obras, está o quadro roubado do paulista Portinari, intitulado “O Enterro”, de 1959, roubado do MAC e achado um ano depois no Rio de Janeiro; as gravuras de Djanira, uma das maiores gravuristas do modernismo; e a coleção Hollywood Collection, de 1965, com gravuras em cores do artista David Hokney.´

 

Exposição As Pessoas – Acervo Educativo do MAC-PE
Local: Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE)
Abertura: 18 de Março de 2017
Horário: a partir das 15h
De 18 de março a 20 de junho de 2017
Visitação: de terça a sexta, das 9h às 13h.
Contato para agendamento das escolas: (81) 3184-3153

Após sete anos sem participar de uma exposição individual, o artista plástico Tiago Amorim volta com a mostra “Da gênese ao apocalipse” que traz a visão do multiartista pernambucano sobre a origem do mundo e as previsões para o seu fim. Tendo como curador Laurindo Pontes e Raul Córdula assinando o texto de abertura, a expo abre nesta terça-feira (14), na Arte Plural Galeria (APG), no bairro do Recife.

De acordo Tiago, os novos trabalhos têm viés político, social, teosófico e religioso, para mostrar o que ele entende como o caminho do paraíso ao caos que estará à vista em suas tradicionais cerâmicas de anjos – que simbolizam a eternidade –, animais, figuras e as recém-batizadas “Capi-Raimundas”, mistura de mulher e capivara, que, segundo ele, vem para fortalecer as forças cósmicas que estão presentes no universo.

Em “Da gênese ao apocalipse”, ele apresenta a série “Mata, Agreste e Sertão”, uma trilogia de telas de 80 x 60 cm, que traduz o momento de “desintegração dos homens com a natureza”. Outro destaque é a réplica do premiado mural “Do Paraíso do Caos”, de 4,5x 1,22, um tríptico que dá nome à exposição e prenuncia o momento de profundas revelações que a humanidade está vivendo.

O artista –
Tiago Amorim nasceu Sebastião Wilson Ferreira de Amorim na cidade de Limoeiro (Agreste de Pernambuco) no dia 9 de janeiro de 1943. Ainda criança, veio para Olinda, cidade que escolheu para viver e é onde trabalha até os dias atuais como pintor, desenhista, escultor e principalmente ceramista. Sua ligação com o barro e com a arte de Tracunhaém dá forma a figuras cuja concepção é única. Participou de diversas exposições e recebeu vários prêmios de reconhecimento ao seu trabalho.

VEJA MAIS INFORMAÇÕES NO VÍDEO:


 

Mostra “Da gênese ao apocalipse”, de Tiago Amorim

Na Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife)
Vernissage: 14 de março, às 19h (para convidados)
Aberta ao público de 15 de março a 27 de maio – terça a sexta, das 13h às 19h; sábados, das 16h às 20h;
Entrada franca. Informações: 3424.4431

Tereza Costa Rêgo (Foto: Alexandre Severo)
Tereza Costa Rêgo (Foto: Alexandre Severo)

Dona de uma história marcada por grandes doses de amor, luta e muita arte, Tereza Costa Rego é o retrato de um dos perfis de mulher guerreira que muitas pessoas têm em mente. Testemunha e personagem de muitos momentos históricos do Brasil e de alguns países do mundo, como Chile e França, a artista plástica rompeu preconceitos, atravessou o período sombrio de duas Ditaduras Militar e encontrou na pintura a melhor maneira de expelir toda a carga histórica, cultural e sentimental que carregava e ainda carrega.

A pouco mais de um mês para completar 88 anos, Tereza é a homenageada da exposição Delas- A Mostra das Mulheres, que fica em cartaz para visitação até 27 de março na Casa do Cachorro Preto, em Olinda. “Escolhemos Tereza por ser um ícone de mulher guerreira que sempre esteve à frente de seu tempo. Uma artista, antes de qualquer coisa, revolucionária que ainda hoje defende a mulher a todo custo retratando em suas peças o brilho e a sensualidade feminina. Ela, além de tudo isso, representa o amor e lutou por esse sentimento”, afirma a artista visual Amélia Couto. “Tereza é uma referência de luta e resistência, como mulher e artista, é impossível não se comover com sua história, e pra mim é uma honra imensa poder dividir o espaço de uma galeria com ela. A forma como a arte dela sobreviveu à opressão, me serve de inspiração, quando ainda no século XXI recebo críticas opressoras em relação ao meu trabalho”, completa a artista plástica Gio Simões. A mostra apresenta obras de artistas plásticas que tem a figura da mulher como o principal foco de trabalho.

De uma tradicional família aristocrata de Recife, Tereza pintava desde criança e, para impulsionar o talento, estudou na Escola de Belas Artes tendo sua primeira exposição em 1950, no Salão Anual de Pintura. Com vida estável, teve um casamento de 14 anos. No entanto, o amor pelo o líder comunista Diógenes Arruda fez com que ela jogasse tudo para o alto para viver uma verdadeira história de amor e muita repressão.

De 1964 a 1979, sua vida passou a correr por caminhos distantes do que já havia vivido. Por motivos políticos, se mudou junto ao novo marido para São Paulo e, até 1969 (ano em que Diógenes foi preso), viveu na clandestinidade. Em 1972, se exilaram no Chile, mas, com o Golpe Militar, fugiram para Paris, onde permaneceram por seis anos.

Durante todo esse tempo, na pintura e na militância, foi por vezes Terezinha por outras Joana. Com obras que abusam de cores quentes, principalmente o vermelho, Tereza apresenta em seus desenhos um traço lotado de sensibilidade e delicadeza. “Ela tem quadros muito fortes que mais parece um retrato dela mesma. Há uma simbiose muito grande entre ela e sua arte. Ela é uma pintura de si mesma”, aponta a artista plástica e jornalista Dani Acioly.

Atualmente, Tereza é considerada uma das artistas plásticas mais importantes de Pernambuco. Para a mostra, ela expõe o Pecado Original e obras que fazem parte da série Bórdeis, um de seus trabalhos mais representativos que traz símbolos e nuances dos bordéis pernambucanos a partir de elementos que misturam o sagrado e o erótico dentro da personalidade feminina. “É um trabalho que deriva de uma ideia de seus sonhos. É o bordel dela, que ela imagina, com mulheres extremamente sensuais mas que não perdem a sensibilidade. Assim como ela é”, explica Amélia.

 

Serviço:

Delas- A Mostra das Mulheres
Homenagem e Participação de Tereza Costa Rego
Quinta-feira, 09 de março, às 19h
A Casa do Cachorro Preto
Rua Treze de Maio, 99 – Cidade Alta – Olinda

Com foco no empreendedorismo, carreira, criatividade, novas ideias e trocas de experiências nas áreas de arquitetura, decoração, design e construção civil, o EPA Talk aporta na capital pernambucana para promover um evento que promete entrar para o calendário de estudantes, profissionais e empresários do segmento.

Em parceria com a Associação Pernambucana de Arquitetos (APA), o idealizador e organizador do evento, o arquiteto Filipo Madeira, traz para Recife uma versão compacta do que foi feito na cidade de Caruaru em 2016. Marcado para acontecer na sexta-feira (17), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, o encontro EPA Talk + APA trará os arquitetos Maurício Arruda, Camila Klein e David Bastos para falar sobre suas experiências de mercado e dar dicas de mercado.

“A EPA tem um formato maior. Acontece em 3 dias com opções de workshop, cursos e palestras maiores. Para Recife, resolvemos trazer um modelo menor para sentir a aceitação do público. O evento busca fugir de assuntos presentes no campo acadêmico para focar mais em temas que ajudem o profissional no dia a dia desde o processo criativo ao funcionamento do escritório. Queremos balizar como realmente funciona a prática”, explica Filipo.

O ciclo de palestras está marcado para acontecer às 14h, no entanto, o credenciamento inicia às 13h. As inscrições ainda podem ser feitas pelo site www.expoepa.com.br.