Foto: Divulgação

A capital cearense ganha mais um equipamento de valorização cultural e artística. Instalado no bairro Varjota, Fortaleza ganha o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) que apresenta ao público acervos fotográficos da coleção Paula e Silvio Frota. O prédio, reformado pelo arquiteto Marcus Novais e aberto em março, foi inaugurado com exposições que apresentam conjuntos selecionados pelo curador Ivo Mesquita dos trabalhos e fotógrafos representados na coleção que dispõe de mais de duas mil imagens.

A foto de Chico Albuquerque

São fotos históricas, fotorreportagens, arquivos fotográficos, cineclubismo, retratos, paisagens, crônicas visuais – assim como a diversidades de autores entre brasileiros e estrangeiros, que cobrem um amplo espectro da história da fotografia. As imagens ficam dispostas nos três andares do prédio, sendo que no primeiro pavimento as mostras são temporárias e acontecem a cada semestre. Para a primeira exposição deste espaço, a aposta do curador foi na temática cidades, tema que articula diversos grupos de fotografias que representam ou evocam a cidade, sua topografia, a vida no espaço urbano, lugares e personagens, arquitetura e história.

Menina afegã, de Steve Mccurry.

Dentre as características do acervo, há um conjunto significativo de imagens de crianças ou referentes à infância e ao imaginário infantil. A coleção traz ainda imagens sobre o Nordeste e o Norte do Brasil que narrado por autores originários ou não das regiões. O Nordeste visto pelas figuras de Chico Albuquerque, José Medeiros, Pierre Verger, assim como por contemporâneos como Jean Manzon e Marcel Gautherot. Além das imagens em outras exposições do museu, o fotógrafo Chico Albuquerque tem uma sala especial, abrindo as celebrações do seu primeiro centenário, com uma seleção de imagens de seu trabalho como fotógrafo de cena para Orson Welles, no filme É tudo verdade (It is all true), em 1942.

A bela foto de Sebastião Salgado

Diante do papel social que se propõe, o Museu, que é um projeto idealizado pelo empresário Silvio Frota, se expande a além de um espaço expositivo e promove atividades educativas e de divulgação de novos talentos, com oficinas e workshops para artistas, estudantes e educadores – feitos em parceria com as Secretaria de Cultura do estado e Secretaria de Educação do município –, além de cursos e visitas guiadas para a terceira idade. “O museu é um ganho não só para o Estado que passa a contar com mais um equipamento cultural. Ele chega para valorizar ainda mais a fotografia e a história a cerca da imagem lançando discussões que vão desde o olhar fotográfico as questões sociais em que se insere”, destaca a coordenadora geral do Museu, Fernanda Oliveira.

 

Museu da Fotografia Fortaleza
Rua Frederico Borges, 545, Varjota, Fortaleza – CE
Abertura ao público: 11 de março de 2017
Visitação: de quarta a domingo, das 12h às 17h

“A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.” É mais. É forma de expressão, é maneira de reunir todas as dimensões humanas – a emotiva, a racional, a mística, a corporal. Ela recebe, abraça e representa como disse Leonardo da Vinci, autor da frase que inicia esta matéria. Aliás, foi com a ideia de receber e promover encontros através da arte que o artista plástico Marcelo Silveira ficou imerso por cerca de dois meses na rotina e cultura da cidade de Belo Jardim, no agreste pernambucano.

Foto: Bernardo Teshima

Durante o projeto de residência, promovido pelo Instituto Conceição Moura com curadoria de Cristiana Tejo e Kiki Mazzuchelli, Marcelo realizou oito trabalhos que foram instalados em ruas e locais da cidade. A primeira das ações, chamada de Entre a surpresa e o que se espera, dialogava com os pedestres por meio de esferas de madeira que se tornavam obstáculos ao passeio público. “Elas eram colocadas nas ruas durante a madrugada, para ninguém perceber as mudanças de lugar. Quando amanhecia, os moradores se deparavam com elas e havia uma grande movimentação na cidade com as pessoas tentando descobrir o que era aquilo e qual seria o próximo lugar que a esfera estaria”, explica. “É uma forma de encontrar a cidade no som, na temperatura e no movimento dela através de intervenções que primeiro eram silenciosas e que, ao poucos, foi contaminando as pessoas, gerando curiosidade e provocações”, completa Marcelo.

Foto: Bernardo Teshima

Promovendo o contato entre arte e educação, o artista também levou para o campus do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) no município, o trabalho Bochince – oito conjuntos de longos fios de couro fixados no teto -, a obra Cabeludas -peças feitas de crina e rebo de cavalo -, instalada em uma escola local, além de atividades de leitura coletiva, contação de histórias e veiculação de filmes de arte com os alunos. Aliás, parte da biblioteca de Marcelo foi levada para a cidade. “É interessante o quanto eles se envolvem e estimulam a curiosidade do querer saber. Muitas das peças receberam a interação deles que, por algumas vezes, modificaram e trouxeram novas leituras”, aponta.

Foto: Bernardo Teshima

O artista levou ainda para a cidade a loja fictícia Só de Bonito, com vários objetos de vidro quebrados, prateleira vazias e atores que respondiam as perguntas dos curiosos com uma única frase: “É só de bonito”. Outra atração, foi um circo sem teto, chamado de Deus queira que não chova, que apresentou aos do distrito de Barro Branco, comunidade quilombola da região, um espetáculo sobre a seca.

O convidado para a próxima residência, marcada para acontecer no próximo ano, será Carlos Melo, artista plástico pernambucano conhecido por discutir e valorizar a produção artística com o barro. “Venho de uma sequência de residências que, para mim, são como uma espécie de plataforma de ação, um momento para investigar e conhecer. Tenho feito algumas descobertas em relação ao meu processo criativo durante essas imersões”, conta. Para o projeto, em Belo Jardim, ele prevê a produção de um média metragem.

A Muma, loja online de design autoral, ganha espaço físico e abre as portas da unidade no bairro das Graças. O endereço é compartilhado com a Lala Café e Loja Afetiva. O espaço, assinado pela arquiteta Fátima Ximenes, aposta no estilo limpo, jovem e descolado defendido pela marca. A ideia é levar o cliente literalmente para dentro do site e por isso as ferramentas utilizadas – cores, materiais e acabamentos característicos dos móveis, objetos e ambiente virtual da loja – foram pensados para deixar o cliente confortável no espaço de compra.

Fachada da nova loja física (Foto: Piera Lobo/Divulgação)

No pavimento superior, além do escritório, que funcionará como uma extensão da própria loja por onde o visitante também poderá circular, há ainda um estúdio de fotografia onde serão montados ambientes decorados com peças disponíveis na unidade. O andar dispõe ainda de uma varanda que durante o dia será utilizada pela equipe da Muma para reuniões ao ar livre, por exemplo, e à noite para ampliar o espaço do Lala Café.

Ambiente ideal para reuniões e troca de ideias (Foto: Piera Lobo/ Divulgação)

Na iluminação, a escolha de lâmpadas amarelas, com Índice de Reprodução de Cor (IRC) alto, teve como objetivo trazer mais conforto visual ao cliente e reprodução das cores o mais próximo possível da luz natural. Utilizamos iluminação indireta através de sancas, para fazer a luz geral e destacamos algumas peças já comercializadas pela Muma.

Nova loja fica no bairro das Graças (Foto: Piera Lobo/Divulgação)

 

 

Muma

Endereço: R. Amélia, 470 – Graças, Recife – PE
Telefone: (81) 3266-0105
www.muma.com.br

 

Os apaixonados por jardinagem que moram em apartamentos ou casas pequenas não precisam desistir de criar o seu próprio espaço verde. Há cerca de 15 anos, surgiu no Brasil a opção dos jardins verticais como solução para este desafio. O técnico agrícola Vinicius de Souza Lima e o paisagista Alessandro Marcos Tavares, especialistas que atendem pelo GetNinjas, plataforma que conecta clientes a prestadores de serviços da América Latina, separaram algumas dicas para fazer jardins em imóveis com pequenas metragens.

 

1. O primeiro passo a tomar é escolher o ambiente a ser montado um jardim e identificar quais os tipos de plantas são mais aptas para o local escolhido.

– Para ambientes fechados e sem iluminação são preferíveis as plantas de sombra como zamioculca, pacová e antúrios, que dão flores;

– Para ambientes fechados com iluminação artificial, escolha as plantas de sombra ou meia sombra como maranta e rafis;

– Para ambientes abertos que recebem a luz do sol apenas na parte da manhã, o ideal são as plantas de meia sombra como samambaia, orquídea, bromélia e peperômia;

– Os ambientes abertos que recebem a luz do sol o dia todo pedem as plantas de sol pleno como azaleia, icsória e camarão amarelo.

2. Verifique o tamanho atual da planta e a tendência de crescimento. Dependendo da espécie, um vaso não vai suportar, e a raiz pode não crescer de forma correta.

3. As jardineiras e o jardim vertical são boas escolhas para espaços pequenos. Assim como as treliças de madeira, que podem ser adaptadas a espaços como banheiros e halls de entrada.

4. Em locais pequenos também é possível construir uma horta. Os temperos são os mais escolhidos para ambientes com pouca luminosidade. Em contrapartida, não é recomendado plantar frutas, pois as plantas que dão frutos são de pleno de sol e precisam de um espaço maior para se desenvolverem.

5. Caso tenha animais ou crianças na casa, é bom evitar plantas com espinhos, como as roseiras, e as venenosas, como comigo-ninguém-pode.

6. Depois de pronto, use adubos químicos a cada 45 dias, observe a umidade, remova as folhas murchas e amareladas.

Foto: Eudes Santana

Com a proposta de destacar a importância da Escola Pernambucana de Arquitetura e valorizar os projetos locais no mercado, a mostra DeAaZ Decor reúne um time de arquitetos para apresentar 25 ambientes ao público interessado em descobrir as principais tendências da ambientação de casas e empreendimentos empresariais.

Durante 20 dias, o mall do shopping Paço Alfândega será palco de projetos autorais
assinados por profissionais como Ana Cristina Cunha, Maria do Loreto e Rodrigo Duarte, Diogo Viana, Alexandre Mesquita, Dió Diniz, Paulo Veloso, entre outros. A curadoria do evento fica por conta da jornalista e apresentadora Cláudia Thorpe.

Palestras com arquitetos, minicursos, oficinas e lançamentos de livros estão na programação da exposição, que também abre espaço para as causas sociais. A dupla de arquitetos Maria do Loreto e Rodrigo Duarte, mãe e filho, criou um ambiente onde vão ser apresentadas as ações da organização não governamental Novo Jeito. Em um dos projetos da ONG, profissionais do setor fazem intervenções em instituições que prestam assistência à população carente da Região Metropolitana do Recife.

Na Mostra também vai acontecer o lançamento de peças de mobiliário assinadas pela designer Daniela Ferro, que ministrará uma palestra na sexta-feira (19), às 19h30, sobre Processo Criativo e relatará um pouco da sua experiência como designer do Asa Design, escritório de design gráfico e de produto com dezessete anos de atuação no mercado moveleiro de alta decoração.

EXPOSIÇÃO

Conhecido por unir a arte da fotografia com a arquitetura, Martiniano Ferraz traz exposição de fotografias inéditas para a Mostra DeAaZ Decor. São 20 painéis com imagens produzidas no Brasil, Portugal e Espanha. As obras retratam o antigo e o moderno, explorando formas, cores, ângulos e reflexos. O elo de ligação entre todas são a arquitetura e o urbanismo.

 

2ª Mostra DeAaZ Decor
Até 24 de maio, das 9h às 21h
Acontece no Paço Alfândega, Cais da Alfândega, Bairro do Recife
Entrada franca
Palestras e minicursos: acontecem diariamente, às 19h30. Para participar, é preciso levar um kit de higiene para idoso (a ser adquirido no Quiosque da Farmácia Tradição montado no local) no valor de R$ 15,00.

Evento acontece no RioMar (Foto: Divulgação)

A Casa Viva, loja pop up itinerante que reúne peças de designers autorais brasileiros, promove workshops gratuitos sobre decoração. Durante os sábados e domingos entre maio e junho, especialistas em arquitetura e decoração irão passar dicas de como decorar sua casa, apartamento ou escritório. As inscrições já podem ser feitas na loja, localizada no Piso L1 do Shopping Rio Mar.

No sábado (06), a primeira turma da programação vai receber, às 9h30 e às 10h30, a arquiteta Leila Barbosa que ensina “Como coordenar cores de um jeito fácil”, apresentando dicas para misturar tonalidades e deixar a decoração ainda mais charmosa. Já no dia 13 de maio, às 9h30 e às 11h, quem comanda os workshops são as especialistas do Estúdio Nói. Na aula, as arquitetas Anely Camarotti, Flávia Ebrahim e Roberta Reis darão dicas de “Como decorar espaços pequenos”. Ideias para móveis, iluminação, modificação de planta, além de como otimizar o espaço deixando fluido, charmoso e com personalidade são alguns dos truques que o público poderá aprender.

No dia 21 de maio, a “Casa Pla” ensinará os participantes como gastar pouco e fazer bonito na decoração de espaços alugados. A ideia é dar dicas para deixar uma ambiente provisório com a sua cara, sem gastar muito. As aulas serão ministradas pelas as arquitetas Erika Moura, Manu Bacelar e Renata Lima. Fechando a programação, no dia 10 de junho, às 14h e as 15h30, a arquiteta Juliana Alves dará dicas de como montar um mix de quadros, pôsteres e molduras na parede. Os encontros são gratuitos, as inscrições podem ser realizadas na Casa Viva e o número de vagas é limitado.

8ª. Edição da Casa Viva pop up – Talentos do Brasil.
De 02 de maio a 15 de junho
RioMar Shopping – piso L1- Recife.
Entrada gratuita

Com mais de 60 anos de existência, uma casa Itobi de 197 m², na Zona Oeste de São Paulo, teve projeto de reforma assinado pelo escritório de arquitetura Apiacás Arquitetos, dos sócios Acácia Furuya, Anderson Freitas e Pedro Barros. Com a proposta de aumentar a área livre, o trio apostou numa intervenção radical na residência, que agora é residida por um casal de jovens.

Com o terreno dispondo, inicialmente, da casa e uma edícula, e com os ambientes internos isolados por várias paredes, a ideia foi remover tudo o que quebrava a fluidez e o diálogo dos cômodos. “Onde antes estava a edícula, aumentamos a área de lazer e o convívio, colocando jardins e piscina no lugar. Demolimos as paredes do térreo implantando vigas metálicas apoiadas em novas paredes”, explica Anderson. Alguns tijolos da construção foram reaproveitados a partir da técnica dos muros ciclópicos.

“No interior da casa tiramos algumas paredes para que houvesse integração entre os ambientes, algo que é defendido atualmente na arquitetura: os moradores conseguirem conviver e interagir estando em diferentes espaços da casa. Apenas os quartos e os banheiros tiveram as paredes mantidas”, destaca o arquiteto. A conexão entre os pavimentos é marcada por uma nova escada e também pelo vazio residual da antiga escada. Consequentemente, o lugar passa a receber maior incidência de luz e ventilação natural.

Somando a estética antiga de um casarão secular, localizado na rua Joaquim Nabuco, no bairro das Graças, a uma nova concepção de alimentação saudável, o Grupo Verdfrut abre as portas do restaurante e cafeteria Massala, estabelecimentos que apostam na oferta de opções de saladas e massas, cafés, drinks especiais e salgados que harmonizam com a bebida. Com a proposta de oferecer refeição rápida, mas que não igualasse a arquitetura de um fast food ou self service, o projeto de ambientação, assinado pelo arquiteto Kléber Carvalho, partiu da essência do aconchego e do acesso fácil à comida.

Diante de uma propriedade em ruínas, foram feitos trabalhos de restauro na fachada e em algumas paredes do local. “Não existia mais o miolo da casa e nem uma cor característica da construção. Foram feitos vários estudos para interferir no patrimônio de acordo com as leis e a história e morfologia do prédio na rua, já que ele faz parte da simbologia do lugar. A partir disso, resolvemos utilizar o corpo central para diferenciar o restaurante dos espaços dos cafés, que ficaram nas varandas”, explica Kléber.

Ao entrar no restaurante, o visitante se depara com um pé direito alto em um espaço bastante iluminado. Ao fundo, os balcões deixam à vista todas as opções de acompanhamentos para montar os pratos ao gosto do cliente. “Nas paredes, adesivamos um grande papel preto com figuras e palavras positivas e sugestivas em textura de giz. No meio, colocamos um espelho com TVs que apresentam as opções de refeição”, pontua o arquiteto. As mesas, feitas de madeira de demolição combinadas a uma base de vidro, ganham iluminação pontual, cadeiras coloridas e sofás largos para gerar conforto.

Toda a decoração é feita com peças de artesanato pernambucano expostos em objetos de madeira, como caixotes e estantes, e itens de jardinagem. “A ideia é remeter a cultura local e a sustentabilidade, apostando em itens de reaproveitamento”, destaca Kléber.

Massala Massas & Saladas
Rua Joaquim Nabuco, 636, Graças
Telefone: (81) 3037-5773

Os designers Sergio Fahrer e Jack Fahrer apostam no aço para a coleção 2017. Os irmãos, reconhecidos pelo trabalho com a madeira curvada, produziram 27 peças feitas com tubos curvados, vergalhões finos de aço e chapas moldadas combinados com madeira, vidro, tecidos e pintura de alta tecnologia. As criações foram divididas em quatro linhas: Atari, Prado, Pipe e Tarantino.

Sérgio Fahrer destaca que a busca por novos materiais para as coleções sempre é dada como ponto importante pela dupla e que, durante o processo de idealização, são feitas pesquisas aprofundadas sobre novas matérias prima e técnicas produtivas. “A madeira curvada marcou muito os anos 2000, mas cada coleção buscamos o novo como a coleção que fizemos em 2009 com alumínio de aviação e em 2014 com acrílico e impressão nano. Sempre fugimos do convencional e para esta coleção decidimos investir no aço a fogo que, por receber um banho químico, torna-se mais resistente ao tempo e, por isso, ideal para a área externa também”, explica.

A coleção também se destaca pela pintura. As cores escolhidas para a coleção são da empresa italiana Lechler, responsável pela coloração de carros Lamborghini e acessórios Prada. A paleta de cores escolhidas vai do ouro ao titânio e, além de oferecer um acabamento impecável, deu as peças um ar industrial sofisticado.

 

Fahrer

Rua Wizard, 157, São Paulo-SP

Fone: (11) 3031-7250

www.fahrer.com.br

 

O mercado imobiliário brasileiro trará poucas ofertas de novos empreendimentos para investir todas as forças na venda de estoques em 2017.  É o que diz o presidente da Datastore, Marcus Araújo. Segundo ele, com a crise financeira e as mudanças de comportamento, a população passou a ter outro estilo de vida e prioridades de consumo. Em palestra na primeira edição do workshop Os Especialistas, que aconteceu no auditório do RioMar Trade Center, ele analisou o perfil atual da sociedade fazendo uma ligação desde a influência digital as novas formações familiares.

Segundo o empreendedor, que há 22 anos realiza pesquisas de mercado e presta consultoria estratégica no Nordeste, a intenção de compra nos próximos 24 meses varia entre 25% e 29% para qualquer renda. Para abocanhar esta fatia, as empresas do ramo vão precisar reconfigurar o perfil dos produtos. “O mundo mudou. Em 2017, veremos casais heterossexuais, homossexuais e transgêneros com não mais de dois filhos. Famílias que, por condição financeira ou rotina, não terão mais empregadas domésticas que precisem passar as noites em casa. Tudo isso vai ser percebido no estande de vendas”, destaca esclarecendo que as metragens menores, tanto em apartamentos quanto em lotes de condomínios horizontais, continuam sendo o principal produto do setor.

Também participando do evento, o paisagista Benedito Abbud apontou a importância de ter em mãos pesquisas sobre o perfil do público na hora de projetar as áreas verdes de um edifício, por exemplo, para que todo o trabalho seja personalizado. Sobre a relação entre construtor e arquiteto, tanto Marcus quanto Benedito apontaram para a necessidade de existir uma análise do desejo e da realidade do público alvo, sempre mantendo o vínculo entre as características do local e a viabilidade financeira do projeto.