Um dos pontos principais do trabalho da arquiteta Juliana Pippi, é a aposta pelo mix de texturas naturais. Recentemente ela remodelou uma casa elegante e clean, que foi feita para uma família do sul do país. O objetivo era propiciar esse clima natural para que a família pudesse usufruir ao máximo de cada ambiente.

Com o esse projeto ela inseriu um estilo descomplicado aliado ao conforto para moldar uma casa na praia do Sambaqui, em Florianópolis, Santa Catarina. O ambiente de 450m² foi bem aproveitado e gerou uma total integração com a natureza. A casa é dividida em subsolo, onde se encontram a garagem e sauna, e dois andares. No térreo estão presentes as áreas sociais, como sala, varanda, home theater, piscina, cozinha e espaço gourmet. No andar de cima, os quartos das duas filhas, o de hóspedes e o do casal. Um dos pontos altos e especiais do projeto é o Flamboyant que foi preservado aos fundos e que acabou se tornando um emolduramento para a piscina.

No quesito cor, a paleta utilizada deu destaque a cores de tons neutros, que aliadas a madeira clara de freijó e bambu, conferiram sintonia e pureza aos espaços.

No dia da Mulher, relembramos o último texto da coluna Jardineira de Tita de Paula, que é designer floral, jornalista, jardinista e paisagista. A cada nova edição, Tita apresenta ao leitor novas espécies de plantas, com dicas e curiosidades sobre o assunto. Confira:

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O nome pode até ser esquisito e pouco conhecido, mas quando se vê um goivo (Matthiola incana), logo a esquisitice dá lugar ao fascínio com tanta graciosidade. Suas flores pequeninas florescem em plena primavera, e tanto podem ser simples como dobradas. São delicadas, perfumadas e bem bonitas, um trunfo para  decorar ambientes ou dar um toque especial em arranjos florais.

Nativa da região mediterrânea, essa herbácia bienal, que pode chegar a 50 cm de altura, transforma qualquer vaso ou jardim com sua formosura e seu colorido (existe em tons rosados, branco, vermelho, violeta, além de diversas tonalidades intermediárias) e sua inflorescência espigada. Com particularidades que facilitam seu plantio, como o rápido crescimento, em comparação a outras espécies floríferas, e a alta durabilidade no pós-colheita, vem ganhando espaço e destaque no movimentado mercado das flores de corte.

O interessante é que as flores do goivo, assim como outras espécies a exemplo da capuchinha, são ricas em nutrientes e podem ser utilizadas na culinária — alternativa ainda pouco comum na alimentação do brasileiro. No prato, além de dar um toque todo especial, agrada aos paladares mais apurados, por misturar, ao mesmo tempo, um sabor levemente doce e o picante. Mas é super importante que a planta que for destinada à mesa deve estar livre de agrotóxicos ou de tratamento químico. Muitos relatam também que suas sementes são afrodisíacas, diuréticas, expectorantes e estimulantes.

O plantio do goivo, que se dá por semente, não exige muitos cuidados graças a sua rusticidade. Basta escolher um local com sol pleno ou meia-sombra. Resistente a baixas temperaturas, gosta mais de climas amenos, mas nada que o uso de estufas não permita o bom desenvolvimento em outras condições climáticas, possibilitando que seja cultivado em todo o país.

A dica do melhor solo para essa planta é o do tipo arenoso, ou seja, bem drenado. Isso porque a espécie não suporta o excesso de água, que favorece o apodrecimento de raízes e caules provocado por fungos e bactérias. Apesar de não tolerar o excesso de água, não resiste à falta de irrigação, então, aguá-la diariamente, mesmo que em pouca quantidade, faz parte do cuidado dessa espécie.

 

Curiosidades:

• A adubação deve ser feita mensalmente após o transplante da planta.

• Apesar de bienal, deve ser tratado como anual, pois costuma perder o bom aspecto com o tempo.

 

Foto: Peredniankina / Shutterstock.com

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(Foto: divulgação).

DELAS é a mostra das mulheres da Casa do Cachorro Preto, que nesta quarta edição, homenageia a artista olindense Tereza Costa Rego que fará uma participação especial, conduzindo a apresentação das obras de 20 artistas. São elas: Amelia Couto, Barbara Collier, Bia Melo, Carol Huang, Clara Moreira, Clara Nogueira, Clarissa Machado, Conchita, Dani Acioli, Fefa Lins, Gio Simões, Joana Liberal, Juliana Lapa, Kátia Fugita, Laura Costa Rego, Luciene Torres, Nathalia Queiroz, Simone Mendes, Tatiana Móes e Valéria Rey Soto.

São pinturas, ilustrações, desenhos, gravuras, esculturas, bordados, fotos, instalações e performances. Trabalhos que dialogam com o universo feminino e feminista. Sintonizadas com a luta das mulheres por direitos iguais.

A participação especial de Tereza Costa Rego traz o seu “bordel imaginário” e o Pecado Original, obras que sintetizam e traduzem a concepção, o conceito e as aspirações da mostra. “A arte de Tereza inspira essa busca permanente por liberdade, a inquietude com o estabelecido previamente, a sensualidade despojada, o vermelho sempre forte, presente, revelador e transformador. Sempre ousada, com grandeza e sem ostentação. Para nós da Casa do Cachorro Preto esse é um daqueles momentos que traduzem nosso sentido de ser e nossa imaginação libertária”, conclui a organizadora da mostra Sheila Oliveira.

A exposição abre ao público na próxima quinta-feira (09), às 19h, e fica em cartaz para visitação até 27 de março, na Casa do Cachorro Preto, de quinta a domingo. As obras estão disponíveis para aquisição.

Serviço:

Delas- A Mostra das Mulheres
Homenagem e Participação de Tereza Costa Rego
Quinta-feira, 09 de março, às 19h
A Casa do Cachorro Preto
Rua Treze de Maio, 99 – Cidade Alta – Olinda

A Allumé iniciou na última terça-feira (13), uma parceria com a Garrido Galeria para levar ainda mais arte ao público. Através da exposição “Highlighted”, sob curadoria de Aluízio Câmara, a Galeria apresenta telas de artistas renomados. Aberta ao público no horário comercial da loja, quem for até lá vai encontrar telas de Gil Vicente, Aluízio Câmara, Grupo Acidum, Renato Valle, Felix Farfan, Márcio Almeida, Jeims Duarte, Flávio Emmanuel e Manoel Quitério. A exposição pode ser conferida até 21 de janeiro.

“Sempre pensamos em facilitar o acesso do público as obras de arte e essa parceria se tornou uma grande oportunidade. A luz é essencial para as obras, mas é necessário saber qual é a mais adequada. Uma luz errada pode destruir uma bela obra e nada melhor do que expor em uma empresa expert sobre o tema para dar início ao debate”, conta o galerista e marchand Armando Garrido.

A Allumé e a Garrido Galeria já pensam em novos encontros, como a criação de workshops para ensinar aos arquitetos os conceitos da arte e suas histórias, uma maneira de fazer com que o tema seja mais difundido e respeitado.

 

Serviço:
Allumé
R. Maria Carolina, 298 – Boa Viagem, Recife – PE
Fone:3326-0780

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(Foto: divulgação).

Será lançado na próxima quarta-feira (14), pela BEĨ Editora, o livro Espaço Público e Urbanidade em São Paulo, de Mauro Calliari, que é Doutorando da FAU-USP com foco em História dos Espaços Públicos. O livro se propõe a responder três grandes questões ligadas à convivência nas metrópoles atuais: O que é um bom espaço público? Por quê o espaço público é tão importante atualmente? E qual a relação histórica de São Paulo com seus espaços públicos? Para Calliari, há uma mudança em curso na apropriação destes espaços em São Paulo, um momento histórico de inflexão, que está no cerne da obra.

Em cinco capítulos, o livro conversa com estudantes, gestores públicos, pessoas ligadas a ONGS, sociedade civil e demais interessados trazendo um ponto de vista que não tem medo de resolver as questões mais importantes a partir de uma visão histórica, mas com uma grande dose de atualidade. No capítulo “A relação de São Paulo com seus espaços públicos ao longo do tempo” , o autor aborda a história de São Paulo a partir do ponto de vista da relação com seus espaços públicos, a fim de entender como a cidade chegou a produzir espaços de alta qualidade que foram abandonados durante décadas. Os espaços mais emblemáticos dessa mudança foram retratados pelo fotógrafo Tiago Queiroz, do jornal O Estado de S.Paulo.

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(Foto: divulgação).

O Grupo Eliane, participa do 1º Encontro Pernambucano de Arquitetura (EPA), evento que tem como objetivo levar para o interior do Estado uma visão diferenciada sobre a arquitetura e design por meio de palestras, exposições, minicursos e workshops diversos.

Fazendo parte da programação oficial do evento, a coordenadora de Design e Portfólio do Grupo Eliane, Simone Lourensi, ministra a palestra “A Cerâmica na Arquitetura e Tendências 2017/2018”, que acontece nesta quinta-feira (20), às 20h, no Centro de Convenções de Caruaru.

Segundo o organizador do EPA, Filipo Madeira, os especificadores, arquitetos e decoradores da região terão a chance de ampliar networking e se atualizar com as últimas novidades do setor. “O EPA é uma grande mesa redonda de troca de experiências, onde serão apresentados conteúdos ligados a novos produtos, serviços, tecnologias e empreendedorismo. A ideia é apresentar as novidades para um público que nem sempre tem acesso fácil às tendências”, comenta Filipo.

 

Serviço:
Encontro Pernambucano de Arquitetura
Palestra: A Cerâmica na Arquitetura e Tendências 2017/2018
Local: Centro de Convenções de Caruaru – Av. Maria José Lyra, 144 – Caruaru, PE
Horário: 20h

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(Foto: divulgação).

O corpo humano é uma fonte inesgotável de experiência. Pleno de memórias e potencialidades, ele representa um lugar-comum de vivências – carrega marcas do passado, abriga desejos do presente e anseia por realizações futuras. É sobre isso que se debruça a mais nova exposição do artista plástico Roberto Lúcio, “O Corpo e suas Escrituras”, que está em cartaz na Arte Plural Galeria, a partir desta quarta-feira(28).

Utilizando o corpo humano como fio condutor, o artista registrou fotografias e pintou telas que refletem sobre as marcas indeléveis da carne, sejam elas visíveis ou não, fazendo uso do erotismo para transcender. “Na problemática da arte, o erotismo é um campo de reflexão que permite tecer considerações estéticas, sociais ou políticas”, conta o artista, que faz experimentos envolvendo a temática do corpo há quase três anos.

Em “O Corpo e suas Escrituras”, corpos femininos interagem com objetos e transbordam em cores, texturas e movimentos, tornando-se eles mesmos a vitrine de seus impulsos e vontades. “O corpo traz em si o desejo de enfrentar as proibições sociais, de ter ousadia nas transgressões para buscar a satisfação daquilo que quer”, conta Roberto, que utilizou técnicas mistas de pintura e fotografias para compor o trabalho. “A princípio, ia utilizar apenas fotos, mas depois surgiu a ideia de fundir com a pintura. Agora, algumas fotografias foram quase que tomadas pelas tintas”, explica. A exposição tem curadoria de Bianca Coutinho Dias e conta com 10 pinturas e 16 fotografias.

 

Serviço:

Exposição “O Corpo e suas Escrituras”, de Roberto Lúcio.
Período de exposição ao público: de 28 de setembro a 29 de outubro de 2016.
Horário de visitação: de terça a sexta, das 13h às 19h; aos sábados, das 16h às 20h.
Entrada franca.
Mais informações: (81) 3424-4431

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Uma comunidade formada por apenas alguns milhares de homens e que tem um impacto ainda imensurável na narrativa da história romana. Devastada por uma das maiores erupções do Vesúvio em 79 d.C, Pompeia permanece no imaginário de pesquisadores, arqueólogos e curiosos em geral. A literatura sobre a tragédia e o povo, que vivia a cerca de 20 km de Nápoles, é farta e, em sua maioria, afirma que a cidade foi congelada no meio do caminho. Esta, no entanto, é justamente uma das principais ideias refutadas pela especialista em classicismo Mary Beard no livro “Pompeia, a vida de uma cidade romana”, que chega agora ao Brasil pela Editora Record.

Logo nas primeiras páginas da narrativa, a escritora relembra a fuga dos moradores e os sinais de alerta que o povo teria recebido horas ou dias antes da erupção. Em seguida, Beard percorre as inúmeras descobertas encontradas nas escavações e revela curiosidades, como a possibilidade de alguns dos esqueletos não pertencerem às vítimas do vulcão, mas serem de pessoas que se arriscaram a voltar à cidade meses, anos ou séculos depois. Este é o caso, por exemplo, de dois homens e uma criança encontrados com uma picareta e uma pá. Eles seriam um grupo de saqueadores soterrados pelas ruínas.

Por meio de centenas de ilustrações, mapas, plantas baixas e fotografias, a autora apresenta no livro a vida de Pompeia no mundo antigo propriamente dito e a recriação moderna da antiga cidade. Os limites entre o que foi descoberto nas escavações, a porção da região ainda não explorada e as alterações geográficas demarcadas para o turismo fazem com que a autora não concorde com a ideia de que a cidade parou no tempo.

 

Pompeia – A vida de uma cidade romana

Mary Beard

Editora Record

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Com iniciativa pioneira no Brasil de trazer conteúdos específicos de arquitetura para o público infantil, o livro Casacadabra, da Pistache Editorial, chega agora ao mercado. Seu lançamento foi realizado pelo Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Com brincadeiras, interatividades e exercícios propostos para fazer em casa ou na escola, o livro leva o leitor a descobrir segredos e detalhes da arquitetura, ao mesmo tempo em que percebe as casas como espaços lúdicos: uma casa redonda, um dragão que mora no telhado ou a casa em cima da cachoeira. O financiamento coletivo feito pelo Catarse atingiu 143% da meta proposta, o que permitiu, além da produção do livro, que o lançamento conte com uma atividade educativa para as crianças, realizada em conjunto com o Educativo MCB. Também como resultado, serão impressos mais 500 exemplares para doação para escolas e bibliotecas públicas e ONGs, e as autoras vão presentear os apoiadores do projeto (e que selecionaram recompensas que incluíam um livro) com um pôster da Casa Bola assinado pelo arquiteto Eduardo Longo.

A publicação traz dez casas construídas pelo mundo e assinadas por arquitetos famosos: Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi (São Paulo, Brasil); Casa Bola, de Eduardo Longo (São Paulo, Brasil); Edifício Copan, de Oscar Niemeyer (São Paulo, Brasil); Casa Grelha, de FGMF (Serra da Mantiqueira, Brasil); Casa Dymaxion, de BuckminsterFuller (Estados Unidos); Fallingwater, de Frank Lloyd Wright (Mill Run, Estados Unidos); Casa Batlló, de Antoni Gaudí (Barcelona, Espanha); Bedzed, de Bill Dunster (Londres, Inglaterra); Casa NA, de Sou Fujimoto (Tóquio, Japão) e Quinta Monroy, de Elemental (Iquique, Chile).

De maneira divertida, o livro traz explicações sobre termos técnicos como brise soleil, pilotis e estrutura em balanço; e também sobre aspectos sociais da arquitetura, estimulando a criança a pensar sobre sua casa e sua cidade.

“Acreditamos na educação para abrir os olhos das pessoas, desde cedo, para o lugar em que vivem. Casacadabra é um pequeno passo para essa transformação”, dizem Bianca Antunes e Simone Sayegh, idealizadoras do projeto e responsáveis pelo texto e edição. Bianca é jornalista e trabalha há 12 anos na difusão de arquitetura em mídia especializada, assim como Simone, que é arquiteta de formação. As ilustrações são da designer Carolina Hernandes. “Se o ensino de arquitetura começar pela criança, as cidades têm a chance de receber, no futuro, um olhar mais crítico e apurado de quem a constrói, na busca de melhores soluções urbanas”, propõem.

Hoje mais de 50% da população mundial mora em cidades (no Brasil, esse número sobe para 85%). A lógica das construções é algo que pode ser acessível a todos, mas hoje não é automaticamente visível. “Se quisermos cidades melhores, precisamos aprender os princípios da arquitetura desde cedo, aprender a ler a cidade”, dizem. A qualidade do espaço pode mudar comportamentos, melhorar a convivência entre as pessoas, aumentar percepções e a apropriação do próprio espaço, desde a pequena escala da casa. Alerta disso, a criança cresce e cria, também, a consciência crítica em relação à cidade.

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(Foto: Lucas Oliveira).

O engenheiro agrônomo, paisagista e educador, Marcelo Kozmhinsky, realizou na última quarta-feira (14), uma palestra sobre Telhados verdes. O encontro fechado para arquitetos, aconteceu na Consentino Recife e teve como objetivo compartilhar ideias e conceitos sobre o assunto para suprir os arquitetos com ferramentas necessárias sobre o tema, para que os profissionais possam inserir e aprimorar o uso dos Telhados Verdes em seus projetos. “ Eles são uma das soluções para o mundo de hoje. Esses telhados são capazes de gerar mais qualidade de vida para as pessoas, porque trazem a natureza para os espaços de concreto, além de ajudar a diminuir a temperatura, a irradiação do calor, ajudando também a melhorar a poluição visual”, destaca Marcelo Kozmhinsky.