Um tema que vem sendo bastante discutido na área da arquitetura é a questão dos “Edifícios de Saúde”. A antiga arquitetura hospitalar deu lugar a um título mais humanizado que propõe a interação maior da estrutura com o ambiente em que está inserido, além dos profissionais que atuam, e dos consumidores da saúde, os pacientes. Com essa nova denominação muda também a forma de fazer arquitetura, onde os ajustes serão necessários para além de propiciar satisfação a esses consumidores, garantir a qualidade financeira do local, criando novas maneiras do público encarar o ambiente hospitalar.

A ideia é defendida pelo arquiteto João Carlos Bross, a principal referência nacional no assunto arquitetura hospitalar brasileira, ou como ele mesmo defende Arquitetura de Edifícios de Saúde. Tema esse que ganhou uma palestra no Hospital Português – realizada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH).

Bross é defensor da ideia de que o foco do trabalho do arquiteto está na questão humanística e que o profissional deve buscar entender o seu cliente, porque para ele soluções que não agradam costumam perdurar por muito tempo. “Todos os projetos visam a autoestima e o conjunto do bem estar. Mas o projeto de saúde tem algumas peculiaridades que distorcem um pouco esse raciocínio. É preciso olhar isso de forma diferente. A maneira de analisar o ocupante do espaço é uniimperativo. Hoje não estão capacitando os arquiteto nas faculdades para fazerem orçamentos, e essa é uma prática necessária para quem vai trabalhar com Edifícios de Saúde, para que possam definir metro quadrado, altura, preço e valor. E com este valor, e o conjunto de produções, tirar do programa físico e saber se é viável ou não”.

João Carlos Bross, além de ser uma referência no assunto, foi o fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH). A associação tem como objetivo contribuir para a contínua evolução brasileira no campo da Edificação Hospitalar e reúne arquitetos, engenheiros, administradores hospitalares, médicos e outros profissionais que tenham interesse em participar.

 

Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH)

Av. Marquês de São Vicente, 446 – Barra Funda, São Paulo – SP

Fone: (11) 5055-4312

www.abdeh.org.br

Design ajudando a promover a cura é tema do encontro (Foto:Shutterstock)

A Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), promove nesta quinta-feira(20), ás 14h30 em parceria com o Hospital Português, a palestra “Design ajudando a promover a cura”.

Por lá será abordado o “Design Baseado em Evidências”, uma técnica que apresenta elementos que podem vir a colaborar para diminuir possíveis estresses para o paciente, tais como fazer uso da iluminação natural, proporcionar uma visão da natureza, diminuir ruídos e utilizar tons naturais na ambientação.

Todos os detalhes serão apresentados pela arquiteta Ana Paula Naffah Perez, que ministrará a palestra.

 

Serviço:

Palestra “Design ajudando a promover a cura”
Real Hospital Português – Salão de Convenções (8ₒ andar) – Edifício Egas Muniz
Valores: Associados ABDEH, APA e funcionários do Real Hospital Português: Gratuito // Não associados: R$30
Informações e inscrições: abdehpe@gmail.com

A CAIXA Cultural Recife apresenta, de 9 a 20 de maio, a retrospectiva “El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar”, que contempla a cinematografia do cineasta espanhol. Com curadoria assinada pela especialista na obra de Almodóvar, Silvia Oroz, e pelo jornalista Breno Lira Gomes, a mostra exibirá 22 filmes, incluindo todos os longas-metragens do diretor e dois documentários sobre a  vida e obra do espanhol.

O evento ainda contará com um debate entre os organizadores da mostra. Os ingressos para as sessões custarão R$ 4 e R$ 2 (meia). Já o debate e a master class terão entrada gratuita, com senhas distribuídas a partir das 10h para o debate e ás 15h para a master class.

O público terá a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento da singular identidade artística de Almodóvar, desde sua estreia com “Pepi, Luci, Bom e outras garotas de montão” (1980) ao mais recente “Julieta” (2016), passando por sucessos como “Mulheres à beira de um ataque de nervos” (1987) e muitos outros.

 

Trocando em Miúdos

Almodóvar também é tema da nova coleção da Trocando em Miúdos, batizada de “Fale com Ela”,  o trabalho foi pautado pela provocação, sensualidade e drama presentes no conjunto da obra do diretor espanhol.  A inspiração para as sócias e designers da marca, Juliane Miranda e Amanda Braga, surgiu das experiências de diferentes viagens por aquele país ibérico. “A nossa pesquisa não se restringiu, apenas e amplamente, à biografia, aos filmes, figurinos, cenários entre outros elementos dos filmes de Almodóvar. Imergimos também na cultura espanhola, background de toda a sua produção”, disse Juliane Miranda. O resultado desse olhar investigador, portanto profundo, se verteu em mais de 50 peças carregadas de muita personalidade. A nova coleção marca também uma inovação da Trocando em Miúdos em trabalhar com vários tons de acrílicos translúcidos, nos tons de vermelho, âmbar, amarelo e azul.

Serviço:

El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar
CAIXA Cultural Recife – av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE
Fone: 3425-1915
Trocando em Miúdos

www.trocandoemmiudos.com

A capa do livro "Grafite - Labirintos do Olhar" (Foto: divulgação).
A capa do livro “Grafite – Labirintos do Olhar” (Foto: divulgação).

O fotógrafo Eduardo Longman e a jornalista Gabriela Longman vem trabalhando desde 2014 para criar a obra “Grafite – labirintos do olhar”, livro que reúne três cidades e sua produção de arte urbana. A publicação é bilíngue, e é resultado de incursões dos autores, que são pai e filha pelas ruas de São Paulo, Nova York e Berlim.

“Este livro procura situar o grafite nem no céu, nem no inferno, mas procura exaltar algumas de suas qualidades, especialmente o ideal de liberdade, risco e experimentação envolvidos […]. Não é apenas um livro de fotografia ainda que as fotos extrapolem, e muito, o registro documental . Não é um diário de viagem, não é um catálogo artístico e não é uma reportagem ainda que essas categorias estejam misturadas aqui e ali, assim como os grafites se misturam tantas vezes entre cartazes, tapumes e telhados”, escreveu Gabriela na introdução da obra.

O lançamento acontece em várias etapas. A primeira delas será no dia 7 de abril, com uma palestra dentro dos Talks da Arte! Brasileiros durante a SP-Arte. Lá os autores participam de uma mesa com Nelson Brissac e Baixo Ribeiro, da galeria Choque Cultural. Com um capítulo dedicado a cada uma das cidades, o livro tem design criado pela Bloco Gráfico, capa impressa em serigrafia e uma combinação de papéis que remete à sinalização urbana.

Serviço:

Palestra | Talks da Arte! Brasileiros
Participantes | Eduardo Longman, Gabriela Longman, Baixo Ribeiro (Choque Cultural) e Nelson Brissac Peixoto.
07.04.17 | 16h-18h30
Local | Auditório do Pavilhão da Bienal, primeiro subsolo, Parque Ibirapuera, portão 3, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Estacionamento no Parque com Zona Azul.
Entrada gratuita

Lançamento do livro|
07.04.17 | 19h
Local | Lounge SP-Arte, piso térreo, Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera, portão 3, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n – Estacionamento no Parque com Zona Azul.
Entrada gratuita para os participantes da palestra.
Desconto de 50% na entrada da SP-Arte para quem apresentar o convite

A IndusParquet inaugurou na última quarta-feira (15), a sua primeira loja em Recife e única unidade no nordeste. O ambiente de 535 m² fica em Boa Viagem e é composto por diversos espaços ambientados com todas as linhas de produtos da empresa.

O empreendimento tem a assinatura do empresário Juan Perez que também é proprietário da Casa Mia.  O destaque da loja pernambucana, é a sala de atendimento técnico, onde o cliente poderá ver de perto alguns testes realizados com a madeira e também ter mais informações sobre as diferentes espécies e suas respectivas características.

O piso superior abriga um espaço gourmet e, é lá, que Juan Perez receberá profissionais da região para promover workshops e reuniões de negócios com refeições assinadas pelo Barbarico Bongiovanni. ” O projeto de criar a Casa Indusparquet Recife, surgiu em 2015 e somente depois de muito trabalho, concretizamos o sonho. Esta criação é um exemplo de perseverança e implica em um compromisso enorme com meus parceiros”, destacou Juan Perez.

 Induaparquet Recife

Av. Eng. Domingos Ferreira, 3333 
Boa Viagem, Recife – PE

 

Além de contar com mais de 120 galerias de arte moderna e contemporânea do Brasil e de outros países, o Festival Internacional de Arte de São Paulo, contará com aberturas de exposições e atividades especiais na programação paralela que reunirão o melhor da arte mundial.

Na abertura da semana do Festival, SP-Arte e Videobrasil unem forças para apresentar no Galpão VB a mostra “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, que conta com uma seleção de trabalhos em vídeo de artistas brasileiros centrais da cena contemporânea. Além disso, ocorre a segunda edição do Gallery Night, nos dias 3 e 4 de abril, na Vila Madalena, em Pinheiros, Itaim e nos
Jardins, com visitas guiadas a museus e inúmeras exposições em galerias e instituições, feitas especialmente para o período do evento.

Mario Cravo Neto, Vodoo Child I, 1989, gelatin silver print, 100x100 cm Paci contemporary gallery (Brescia, Porto Cervo – IT).
Mario Cravo Neto, Vodoo Child I, 1989 (100×100 cm). Peça do espaço Repertório, curado por Jacopo Crivelli Visconti.

A 13ª edição do evento estará marcada também pela estreia de 20 galerias do Brasil e do exterior no Pavilhão da Bienal.  Além disso, apresenta um novo setor curado, intitulado Repertório. Sob curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, o espaço foi criado para apresentar artistas brasileiros e internacionais fundamentais para a compreensão das práticas artísticas contemporâneas, com nomes ainda não devidamente reconhecidos pelo público. A seleção respeita um recorte cronológico, nele os artistas escolhidos nascidos antes dos anos 1950, e as obras apresentadas foram produzidas até o final da década de 1980.

Em sua quarta edição, o Solo – setor curado por Luiza Teixeira de Freitas, voltado a individuais de artistas contemporâneos – recebe galerias do Brasil e do mundo, algumas pela primeira vez na SP-Arte, como Francisco Fino, de Lisboa; as galerias Lamb Arts, de Londres e espaivisor, de Valência. Dentre as nacionais há BFA (Boatos Fine Artes), Central e Superfície, de São Paulo, e Portas Vila Seca, do Rio de Janeiro.

Dedicado a jovens galerias nacionais e estrangeiras, o setor contará com uma série de estreantes nesta edição, reforçando o vigor e a capilarização do mercado nacional de arte. Entre elas, Cavalo, do Rio de Janeiro; Aura, de Porto Alegre; Periscópio, de Belo Horizonte e muitas outras.

DESIGN
Em sua terceira edição, o setor Performance, realizado em parceria com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo  selecionará dez artistas para se apresentarem no Pavilhão da Bienal. Os dez selecionados terão disponível um acompanhamento de projeto com a artista Paula Garcia, que contará com conversas online e presenciais. As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.

Voltado a mobiliário, iluminação, antiquário e objetos, o setor Design, sucesso de crítica e público em 2016,
expõe o melhor da produção nacional em sua segunda edição. O setor expande em 2017 o número de participantes, trazendo o retorno de galerias como Artemobilia, ETEL, Firma Casa, Hugo França, Mercado Moderno, Ovo e Pé Palito, além de estreantes como Apartamento 61, Herança Cultural, Lumini e Resplendor. O Design apresenta artistas icônicos como Sergio Rodrigues, Zanine Caldas, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin e também novos destaques da geração contemporânea como Zanini de Zanine, Jader Almeida e Irmãos Campana.

 

Serviço:
SP-Arte/2017
Datas abertas ao público:
6 a 8 de abril – das 13h às 21h
9 de abril – das 11h às 19h
Pavilhão da Bienal- Parque Ibirapuera, Portão 3- São Paulo, Brasil.

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O novo livro do fotógrafo Denilson Machado(Foto: divulgação).

Denilson Machado é um fotógrafo carioca nacionalmente reconhecido pelos seus trabalhos de fotografia de interiores, tendo já assinado mais de 100 capas de revistas e livros no Brasil e no exterior. Ele lança agora seu mais novo livro “Não Me Obrigue a Fazer Sentido”, de capa dura, com 288 páginas, e mais de 460 imagens.

No livro, ele faz uma retrospectiva com ênfase nas fotos artísticas. A ideia central é que as fotos não têm obrigação de fazer sentido, elas apenas precisam ser belas e ter o seu apelo estético. O livro é agrupado em duas séries: “Eu vendo a vista e a prazo”, com fotos em que a paisagem carioca se integra ao interior dos mais belos projetos e “Há flores em tudo o que eu vejo” quando as flores se tornam protagonistas das fotografias. Há ainda a produção iniciada a dois anos e meio do seu trabalho autoral, que mantém um diálogo com sua produção de arquitetura e interiores. O objetivo é mostrar a sinergia e a coerência que existe tanto no trabalho “comercial” quanto no trabalho autoral, onde ambos têm um diálogo com as artes.

Por Raul Córdula

Grande parte das pessoas que residem no Recife não sabe que as esculturas, murais e outras categorias de obras de arte instaladas nas fachadas, jardins ou halls dos edifícios, particulares ou públicos, estão ali por obrigatoriedade de uma lei municipal de 1961 criada por sugestão do escultor Abelardo da Hora, quando dirigia a Diretoria de Parques e Jardins da prefeitura de Miguel Arraes. Esta Lei, número 117, criou um nicho de mercado para os artistas que trabalham com material de alta resistência e assim nos proporcionou um excepcional acervo público de grandes nomes, pois ela exige que a obra instalada seja visível para o público passante. Se procurarmos com atenção, veremos criações de importantes artistas, como o próprio Abelardo, e seus pares Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres, Corbiniano Lins, José Cláudio, Armando Lacerda, Anchises Azevedo, Aloísio Magalhães, Petrônio Cunha, Marianne Peretti, Alex Mont’Elberto, Edgar Ulisses, Roberto Cavalcanti, Jobson Figueiredo, Cavani Rosas, João Câmara, Ferreira, José Paulo, Cristina Machado, Demétrio Albuquerque, Augusto Ferrer, e muitos outros. Um acervo de causar inveja a qualquer cidade brasileira.

Olhando do ponto de vista dos artistas autores das obras de arte instaladas a partir dessa Lei, considerando que há mais de cinco décadas esta ação é movimentada em cada edifício que se constrói na cidade, isto se trata de uma reserva de mercado que somente traz benefícios à vertente de objetos de arte. Porém, vendo-se da perspectiva museológica, isto é, da qualidade da obra, especificações, conservação, restauração, colocação e apresentação ao público, a Lei necessita de muitos detalhes para seu perfeito cumprimento, especialmente se observarmos seu principal intuito, o de oferecer à cidade um museu de arte a céu aberto — coisa que, por sinal, é uma visão atualíssima da museologia no mundo inteiro, que nosso saudoso Abelardo da Hora intuitivamente compreendeu antes dos museólogos. É importante informar que qualquer edifício construído somente receberá o Habite-se a partir da implantação da obra como está no seu Artigo 3º: “Ao requerer a licença de construção para os edifícios que terá que anexar ao requerimento, o projeto da obra de arte deverá ser assinado pelo artista e pelo arquiteto autor do projeto do edifício.”

A participação do arquiteto na seleção da obra é fundamental, sendo ele o “autor” do edifício, pois arquitetura pode e deve ser tratada como arte não só do ponto de vista da engenharia, mas da plasticidade e da visualidade. No Artigo primeiro da Lei, que teve sua redação modificada em 1984, isto está escrito: “Todo edifício com área superior a 2.000m2 que vier a ser construído no município do Recife deverá conter, externamente ou no hall do edifício em lugar de destaque e de fácil visibilidade, obra de arte – Escultura, Pintura ou Relevo Escultórico – de autor de comprovada habilitação profissional nos termos da presente Lei 14.239 e compatível com o projeto arquitetônico, devendo neste sentido receber a chancela do arquiteto autor do mesmo.”

É importante citar que a Lei atinge também, como determina o parágrafo único deste Art. 1º, “Os efeitos deste artigo também incidem sobre edifícios de grande concentração pública e com área superior a mil metros quadrados, como casas de espetáculos, hospitais, casas de saúde, estabelecimentos de ensino público e particular, estabelecimentos de crédito, hotéis, clubes esportivos, sociais ou recreativos, templos ou edifícios públicos”.
Isto tudo resultará, se o nível de qualidade que a um programa de incorporação de arte à cidade exige, de um controle de qualidade que deve nascer da qualificação do artista. Não apenas da qualificação técnica que uma obra de arte pública deve ter, mas do currículo do autor e da adequação da obra ao edifício. A gestão, por assim dizer, desta Lei precisa da visão curatorial.

Consideramos então que para a aplicação desta Lei, para a consecução da ideia de um museu a céu aberto, para a incorporação dos resultados deste trabalho ao patrimônio de arte pública da cidade, que já continha elementos de excelência antes dela, é importantíssimo que os projetos, e/ou maquetes, das obras adquiridas e aplicadas nos prédios sejam resultado de convite a determinados grupos de artistas, sugeridos pelo arquiteto autor do edifício, e por uma rigorosa seleção feita por uma comissão que teria o referido arquiteto como membro, pois é sua competência a especificação do material a ser utilizado na obra, sua localização visando ao conjunto estético, as dimensões da obra de arte, escultura ou mural, e finalmente a questão do estilo ou da tendência artística que se harmonize com o perfil do edifício.

Infelizmente, hoje a decisão sobre a obra é prerrogativa da empreiteira e se dá pelo preço. É claro que algumas empresas adequam a qualidade da construção à obra que lhe vai integrar, mas grande parte do que é construído é “adornado” por obras medíocres, às vezes ridículas.

É urgente, e fundamental, um foro que possa discutir esta sofisticada característica urbana e mais uma vez adequar a Lei da arte nos edifícios à qualidade da produção artística em nosso Estado.

Com a rotina agitada das cidades urbanas, muitas pessoas acabam optando por inserirem em seus lares o conforto e a tranquilidade da praia ou do campo, e, para isso funcionar, muitos itens têm que estar integrados. O revestimento é um ponto crucial nesse processo — é como a segunda pele da casa — e envolve texturas, padrões e cores diversas, que podem interagir com o gosto de cada pessoa.

Hoje, cada vez mais há feiras especializadas por todo o mundo que propõem não ser só uma questão de pisos e paredes, o revestimento é um elemento artístico que exprime sensações.

O leque de opções oferecidos pelas lojas é enorme. São linhas de elementos vazados, geométricos, assimétricos, brilhosos, foscos e outros tipos inumeráveis. Com todas essas ofertas, a escolha se torna mais difícil. O look da casa exige técnica e perícia no assunto. É preciso ter a orientação certa na escolha dos produtos, por isso, a presença do profissional da arquitetura é essencial.

Um fato que muitas pessoas esquecem é que a parede da sua casa é uma história e cabe saber criá-la da maneira que mais tiver identidade consigo. Vale a pena também misturar. Hoje, o não combinar é o caminho, e assim promove um ambiente moderno e único, com personalidade. Um verdadeiro show!

Colocando em primeiro plano os desejos pessoais da cliente, bem como a melhor utilização do espaço para uso, circulação e permanência dos usuários, a arquiteta Michelle Becker Gil Rodrigues desenvolveu um espaço confortável e sofisticado, em uma nova clínica dermatológica de 37m², na Zona Sul do Recife. Por lá, a profissional optou pela inserção de espaços privativos, que propiciaram maior privacidade aos pacientes durante a realização de suas consultas e procedimentos.

E é logo na entrada do consultório que se nota a presença da boa arquitetura no local, devido a preocupação com as formas e ocupação do espaço. Uma parede de destaque foi revestida em tons de madeira e espelho, que de acordo com a proposta da arquiteta, serve para gerar a sensação de um fundo infinito na parte superior. Cadeiras em madeira e outras revestidas em estofado na cor vermelha dividem o lugar com um balcão branco em super nano. Mobiliário esse que possui iluminação embutida, através de fita de led. O piso idealizado para o consultório foi construído em porcelanato cimentício.

“A médica é uma apreciadora de artes em todas as esferas, e imprimiu em todos os momentos suas características no projeto e durante sua execução. Conseguimos colocar no papel suas ideias de mobiliário e espaços confortáveis, amplos em circulação, dois banheiros, um para a médica e o outro para os pacientes, e área de atendimento confortável e reservada”, conta a arquiteta Michelle Becker Gil Rodrigues.

No banheiro dos pacientes espaço para a cerâmica artesanal aliada com os espelhos na parede. O balcão em nanoglass branco é um elemento que faz com que todos os outros produtos presentes se valorizem, criando um clima de harmonia. Na sala de atendimento, mais uma mesa em nanoglass. Mas o grande destaque desse ambiente é a luminária sobre a mesa. Por lá os diferentes pontos de iluminação periféricos atuam como destaque para a ambientação e iluminam de forma pontual a sala. Uma grande porta de correr com acabamento em vidro pintado separa esse ambiente da sala de procedimentos.Um grande espelho reveste a maior parede da sala. “ As portas foram desenhadas por nossa equipe também na cor branca, com detalhes em réguas de alumínio, e possuem bandeiras fixas que seguem até o teto, no mesmo material. Com isso criamos elementos verticais, que passam a sensação de um pé direito mais amplo”, conta Michelle.

Os tons utilizados em todo o projeto são em sua grande maioria claros, o que possibilitou a arquiteta mesclar com a cor vermelha e a madeira usada em parte do revestimento do lugar. Tons esses que despertam uma sensação de conforto e modernidade.

Para Michele a definição dos espaços, materiais, cores e texturas foram feitas levando  em consideração alguns aspectos, como o tipo de público. “ Pensamos no conforto dos usuários nas áreas de permanência e usos temporário. E ao fim da obra, conseguimos um resultado extremamente positivo”, finaliza.