A Miraimidia, através da Revista SIM! produziu o documentário Janete Costa – Para Sempre, costurando depoimentos emocionados de parentes, arquitetos, amigos e colaboradores sobre a personalidade, os traços marcantes e a construção da história de sucesso da madrinha da arte popular brasileira. Confira!

 

*Ana Cristina Lima

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”

Não custa nada ser enfaticamente redundante. Mesmo dispensando apresentações, Janete Costa é pernambucana, de Garanhuns, tem descendência portuguesa, mora em São Conrado (RJ) há dez anos, um ícone puro da arquitetura, da valorização da cultura popular, da mulher que não teme o trabalho, que exalta a família.

Janete Costa, em entrevista à Revista Sim!, em 2001 (Foto: Ademar Filho/Revista Sim!)

Voando (mesmo) de um lugar para o outro, ela continua com um ritmado pique de trabalho. Aliás, o ano passado foi o de maior movimento para a arquiteta que, entre as missões atuais estão cinco hotéis de luxo em São Paulo, e outros dois em Fortaleza. Ela já perdeu as contas dos trabalhos realizados nos últimos meses. Modestamente, garante quase não ter organização no setor econômico. “Também não quero me esforçar. Obedeço à minha natureza”.

Janete Costa anda desenhando e muito. No processo de criação, ela busca soluções harmônicas, esteticamente bonitas, que proporcionem conforto visual e físico. Pronto, terminado tudo isso, ela acaba concebendo o projeto. “Sigo mais meus impulsos. Eu faço!”, determina.

 

Quem tem alma, não tem calma”

Pontuando o aspecto regional, mas esvaindo-se de qualquer ranço “regionalista”, o que nada teria a ver com o trabalho por ela desenvolvido, Janete diferencia a arte pernambucana de outros estados. “A cultura de Pernambuco escorre para as cidades vizinhas, envolve um contingente maior que a de São Paulo, por exemplo”. Com relação às características dos profissionais, o perfil será sempre o mesmo com bons e maus trabalhos. “Temos aqui gente muito competente, de alto nível, com trabalhos ideológicos, relevando-se até o aspecto psicológico”, afirma.

Ela fala da Barra da Tijuca dizendo que lá não existe a mesma arquitetura vista em Boa Viagem, Maceió ou Fortaleza. “Nessas cidades as pessoas parecem se preocupar mais com a estética”. Em contrapartida, vem de São Paulo e do Rio de Janeiro todo o peso da indústria imobiliária. Sua opinião sobre o mercado adentra a questão da evolução no setor de turismo. “Pernambuco se abriu para a área turística, o que favorece os arquitetos”.

 

Da obra ousada, é minha a parte feita. O por fazer é só com Deus”

“As coisas não acontecerem na minha vida por acaso. Vi portas abertas e entrei, entrei mesmo. Procurei passar por todas e não passar sozinha, mas levando gente comigo porque me preocupo muito com as pessoas à minha volta”. Difícil acrescentar raciocínios a um depoimento que por si só já se basta.

Sem floreios, tudo o que lhe atrai é agarrado com afinco, fazendo fluir sentimentos. É característica dela o esforço tórrido por aquilo onde enxerga alma, valor estético. Ela é do bem. E quem quiser procurar justificativas para isso, o que na prática não é necessário, Janete cita o fato de ter vindo da classe média, de uma cidade pequena. Ela conhece variadas facetas sociais e econômicas.

Capa da edição 12 da SIM!, com a matéria sobre Janete Costa (Foto: Divulgação)

É com o marido Acácio Gil Borsoi, outro símbolo na arquitetura, que Janete Costa mantém a filosofia de levar Pernambuco para a Europa. Por isso, o sonho compartilhado para 2001 é inserir o trabalho dos artesãos nordestinos na contextualização da decoração de hotéis, eliminando o estigma de artesanato, lembrancinha, souvenir. É essa sua finalidade de vida. Defender o artesão.

Janete é curadora de vários trabalhos. Já executou dois nos Estados Unidos, dois em Portugal e vários outros espalhados pelo Brasil. Mas sempre com pessoas com quem estabeleça uma relação afetiva, a quem admire. Os acontecimentos não são pré-estabelecidos em sua vida, Janete Costa faz dez coisas ao mesmo tempo e há exposições que organiza pelo celular. Com tanta correria, ela chega a dizer que mora mesmo é na Varig.

Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do bojador tem que passar além da dor…”

A família de Janete tem a arte na veia. Vários são arquitetos. E é coisa de sangue mesmo porque a arquiteta não teve nenhuma convivência com artistas plásticos em sua adolescência. Mas se recorda de seus seis anos e de sua paixão por objetos. “Lembro que ficava olhando por muito tempo uma cristaleira de copos antigos de uma amiga de minha mãe”. Aos 12 anos, ela já gostava de decorar a casa e, pouquinho tempo mais tarde, debutante, seu pedido de presente foi algo que pudesse enfeitar a casa.

O marido Borsoi foi seu professor na faculdade e ela nunca trabalhou com ninguém a não ser com ele. São 32 anos de casada com o marido que respira arquitetura por 24 horas. Mesmo com enorme receio de esquecer alguém, ela cita Meier Mesel, sua professora de Matemática, que lhe ensinou muita coisa, passando-lhe uma carga emocional muito forte. “Tenho um respeito muito grande pela Vera Pires, admiro o Sérgio Bernardes e o Alexandre Castro e Silva. Maria do Loreto é como uma filha mais velha”.

Sua primeira manifestação artística foi na cozinha, ainda com oito anos, e até hoje ela tem muita fascinação pela gastronomia. “Cozinhar é uma forma de hospitalidade, um jeito de juntar gente perto da gente, de mostrar o sabor e a cor daquilo que você faz. A comida é um depoimento que fica no imaginário”.

Obstáculos sempre existiram, mas ela garante que pular é a melhor saída. Janete diz que não pensa no futuro e também não é pessimista, sempre acha que as coisas vão melhorar. É com muita determinação que Janete está acostumada a lidar com tudo o que ocorre à sua volta. Ela passou dez anos fazendo o curso de arquitetura, teve três filhos durante esse tempo, mas nem por isso abandonou o ideal. “Sempre instruí meus filhos para que eles conseguissem driblar a minha ausência”.

 

Ah, mas se ela adivinhasse, se pudesse ouvir o olhar, e se num olhar lhe bastasse para saber que a estão a amar!”

Janete é uma constante enamorada das coisas que nos dão uma razão para viver”. (Roberto Burle Marx – Paisagista)

Roberto Burle Marx e Janete Costa (Foto: Divulgação)

Tudo o que eu sei devo a ela. Ela me abriu os olhos na arquitetura. Hoje, vejo que tudo o que ela faz fica perfeito, o local que ela escolher para um objeto, qualquer que seja, vai ficar bonito. O grande talento dela é saber harmonizar”. (Olga Krell – editora da revista Espaço D)

Ela passou não só para mim, como para toda uma geração de arquitetos, além do conhecimento específico, o entusiasmo e a paixão pela arquitetura de interiores e pelo relacionamento com a cultura contemporânea de uma maneira aberta e sincera. Seu espírito é sempre vibrante e sua atitude é de permanente contemporaneidade. Seu talento faz dela uma pessoa eternamente jovem, sempre na frente dos acontecimentos”. (Vera Pires – arquiteta de designer de móveis)

Encontro em Janete uma referência especial, pioneira na introdução do conceito de Arquitetura de interiores no Nordeste. Nela, ao mesmo tempo, tenho o prazer de ter uma grande querida amiga. Como profissional ela sempre esteve à frente de seu tempo. Fez uma escola e todos nós somos seus seguidores”. (Maria do Loreto Wanderley – arquiteta)

Como filha, posso dizer que ela foi a matriz de todos os meus sonhos. Uma de suas maiores qualidades é a disposição de ir à obra com prazer, como uma verdadeira operária de seu trabalho. É com a mesma mão e o mesmo dom que ela executa um simples trabalho ou sua mais importante obra. Ela concilia duas teorias com o gosto dos clientes e sempre consegue alcançar os objetivos do trabalho. Deu trabalho de curadoria de exposição consegue tirar o melhor dela, sua seiva. Hoje, eu faço parte de uma fábrica que representa os desenhos de Janete. Somos grandes parceiras!” (Lúcia Santos – empresária e galerista)

Lúcia Santos, na época da publicação da matéria (Foto: Ademar Filho/Revista Sim!)

Não podemos separar os conceitos de Janete como pessoa e como profissional. Ela é muito dinâmica e transmite com facilidade o que sabe. Sua energia é tão intensa e contagiante que as pessoas passam a amar o seu trabalho. Seus obstáculos são devidamente minimizados e passados adiante. A expressão ‘isso é impossível’ não faz parte do seu vocabulário. Sou sua prima e posso afirmar que seu dom contagiou toda a família”. (Shirley Ferreira Costa – empresária)

Como marido, sou meio suspeito de dar algum depoimento, mas…Simplesmente vejo-a como uma ótima profissional e talentosa desde a época de estudante, quando eu era seu professor. Acima de tudo é uma pessoa extremamente corajosa e otimista. Ela acredita no potencial dos artesãos, na arte regional, nacional, enfim, acredita no Brasil. O que mais me impressiona é a habilidade de relacionar suas obras com objetos e móveis da região, dando-lhes uma identidade local. Facilmente, consegue integrar a arte popular com a arte erudita. Uma outra grande qualidade de seus trabalhos é que eles não têm a preocupação com a importação da forma e do design. Seu interesse é agradar os conterrâneos”. (Acácio Gil Borsoi – arquiteto)

Nem sempre os ditados populares são verdadeiros, como diz o povo: A voz de Deus. Com Janete Costa ocorre uma dessas exceções. Uma andorinha só não faz verão. Com suas interessantes novidades na arquitetura de interiores, ela conseguiu modificar completamente a forma de ambientação existente até então. Sua sensibilidade aguçadíssima não só por ser mulher, o que já é uma grande vantagem, conquistou o Nordeste, o Sul e a Europa e preencheu uma lacuna que estava vazia ou incompleta. Ela forma uma dupla infernal de arquitetos com Borsoi. O formalismo de Borsoi compensa a extrema sensibilidade de Janete. Além de tudo isso, ela é uma grande amiga”. (Francisco Brennand)

Quando eu tinha exatamente quinze anos, Janete trouxe uma luz para a vida do meu pai, tanto no âmbito pessoal como no profissional. Sua percepção das tendências contemporâneas e seu lado intuitivo vieram para equilibrar a forma teórica e racional com que Borsoi enfrenta seus trabalhos. Apesar de não ser filho legítimo dela, mas sentir-me como tal, sou honrado por ter tido, durante toda a minha carreira, uma convivência próxima com, ao meu ver, uma das poucas profissionais a nível internacional na área de arquitetura”. (Marco Antônio Borsoi – arquiteto)

Aprendi a sentir e dominar o espaço, observar mais os efeitos da iluminação e a função estética. Tudo isso foi ensinado por Janete, sempre preocupada com a funcionalidade de seus projetos. Sua grande qualidade é que dá a cada projeto uma identidade própria, a fim de que seja único. Admiro muito ela, por ser uma pessoa dinâmica”. (Carlos Augusto Lira – arquiteto)

Janete Costa e Clementina Duarte (Foto: Lulu Pinheiro)

Janete fez de seus clientes grandes colecionadores; de seus amigos e de sua família grandes colaboradores; e hoje de seus filhos continuadores desse talento. Viver é fácil e conviver é arte. Em Janete é arte bem maior”. (Clementina Duarte – designer de joias)

Janete consegue de um simples material, transformar em uma estrutura fenomenal. O que mais me impressionou na montagem do projeto da loja Musa Maison foi seu pique para o trabalho. Não existe sábado, domingo e feriado. Todo dia é dia de mãos à obra. Na minha opinião ela é uma artista completa. Sua agilidade de raciocínio é perfeita. Fiquei apaixonada pelo trabalho dela!” (Tereza Penna – empresária)

“Para o bem das novas gerações é preciso se redescobrir Janete. A profissional completa, o viés humano, o papel da cultura e da compreensão do que se passa na relação entre o cliente e aquele que vai projetar o seu sonho”.

Marco Antônio Borsoi (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

A sentença proferida pelo arquiteto Marco Antônio Borsoi dá uma dimensão da importância de Janete Costa para a arquitetura brasileira e o quanto ainda ela precisa ser “descoberta” pelas novas gerações.

“Sempre me impressionou como Janete conseguia cativar os clientes. Construir a relação e fazê-los parte de seu universo e de seu próprio crescimento. Chegar às soluções de projetos surpreendentes e atingir uma dimensão maior que a satisfação de uma simples ambientação. O projeto acima dos modismos. A lição de superar os vícios, as limitações e as imposições do estilo. A cultura como elemento de equilíbrio e de mediação entre a condição humana e o estar no mundo”, acrescenta.

Para ele, filho de Acácio Gil Borsoi e enteado de Janete, é fascinante a convicção com que Janete redescobre o caráter arcaico e mítico da arte popular e reintroduz em seus projetos contemporâneos – assim mesmo, no presente. “E, ao mesmo tempo, o seu amor pelos grandes designers atemporais, nos mobiliários, objetos e luminárias. Lembro, por exemplo, dos belíssimos objetos utilitários dos finlandeses Arne Jacobsen e Tapio Wirkkala de seu apartamento em São Paulo, uma perfeita convivência com os objetos da cultura africana, a pintura, a escultura moderna e a arte contemporânea”, pontua Marco Antônio.

O arquiteto diz, ainda, que toda essa experiência pode ser sintetizada em três momentos marcantes de trajetória profissional de Janete: as residências e apartamentos, a hotelaria, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e os espaços museográficos, incluindo a curadoria de grandes exposições de arte popular.

“O sentido de completude entre Janete e Acácio, meu pai, é a contribuição decisiva, sem dúvida. Borsoi mais cerebral e Janete mais emocional. Depois descobri que Janete não era tão só emoção e Borsoi não só razão, mas uma síntese essencial para o ato criador. Sobretudo, a maior influência de ambos, foi a exigência de encontrar a coerência interna e imutável da criação arquitetônica”, encerra.

Pesquisa – A arquiteta e pesquisadora Andréa Gáti conheceu Janete Costa quando ela já havia falecido. Em 2011, quando escrevia a sua monografia de especialização de Design de Interiores.  “Foi um desafio escrever sobre Janete, pois muito se falava dela no meio, mas não havia nada escrito. Me impressionou muito a personalidade do seu trabalho, facilmente reconhecido e que inspirou muitos colegas, virou a maior referência na arquitetura de interiores pernambucana, reconhecida nacionalmente. Foi por causa da tão falada “Escola Janete Costa” que decidi estudar sua obra, foi o tema da minha monografia”, lembra.

Andréa Gáti (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Apesar de não ter conhecido a arquiteta pessoalmente, Andréa diz “ter convivido bastante” com ela. Durante dois anos de especialização e mais dois de mestrado entrevistei seus familiares, amigos, colegas de profissão, funcionários, ex-estagiários, e além disso participei da construção do seu Inventário, da organização do seu acervo pessoal não só de projetos, tendo acesso ao seu “infinito particular” (título de um artigo que escrevi sobre Janete Costa), posso responder que convivemos intimamente. E a grande característica dela que me encantou foi sua autonomia em relação a parceria com um dos maiores nomes da arquitetura moderna pernambucana, Acacio Borsoi. Janete trabalhou sempre de forma colaborativa com Borsoi. Seus trabalhos se complementavam. Ela não se deixou ofuscar por ele”.

Um lugar que conta histórias e revela sentimentos em todos os cômodos. Três casas que se transformaram em uma, entre a Ladeira da Misericórdia, a Rua do Amparo e o Beco das Cortesias. A primeira, comprada em 1970 pelos arquitetos Acácio Gil Borsoi e Janete Costa, passou por uma reforma em 1972 para que o segundo prédio fosse incorporado. No início dos anos 90 o conjunto recebeu a terceira casa – chamada pelo casal de “pousada”, por ser mesmo o pouso de amigos e parentes que visitavam a família.

Roberta Borsoi, na casa da família, em Olinda (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

Na entrada social, um pórtico de pedra antigo garimpado por Borsoi dá as boas vindas. O lar da filha Roberta Borsoi – com nove quartos, varandas debruçadas sobre as calçadas olindenses, salas, piscina, jardins – conserva o interior praticamente igual ao deixado pelos pais. São objetos garimpados em viagens ao redor do mundo e nos mais diferentes recantos do Brasil, obras de arte e móveis desenhados por Janete e Borsoi (como algumas mesas, sofás e um aparador de tora).

 

Arte contemporânea e arte popular convivem em harmonia (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

 

Quando Roberta nasceu, a casa era a residência oficial da família e foi lá que as lembranças da primeira infância foram plantadas. “Os nossos Carnavais sempre foram inesquecíveis aqui, com todo mundo reunido. Foi muito marcante esse tempo”, diz ela.

Cavalo de carrossel comprado em Portugal (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

 

Arte popular (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

“Moram”com ela, o marido e os dois filhos, esculturas de madeira de Nicola, o famoso cavalo de um antigo carrossel austríaco, comprado em Portugal (esperado por seis meses, entre a compra e a chegada em Olinda), santos de Roca, telas de Roberto Burle Marx, obras do genro Zé Paulo, cerâmicas de Francisco Brennand, cadeira de Fernando Rodrigues (Ilha do Ferro-AL), esculturas de Irinéia (AL), José Veríssimo e do mestre Expedito Santeiro (PI), arte do alagoano Vieira e do sergipano Zé do Chalé, além de coleções de pilões de pedra, vidros, telas, peças de arte moderna e contemporânea e de mestres da arte popular. E lá mora também a presença viva de Janete e Borsoi.

 

Conheça também:

A casa de Carlos Augusto Lira

A Praça Apipucos foi o lugar escolhido pelo arquiteto Carlos Augusto Lira para morar, há 41 anos. Lá, na construção do final do século XIX, de 327 m² – antiga residência dos colonos do Engenho Apipucos – nasceram os seus filhos, abrigam-se objetos de arte e as melhores lembranças do arquiteto.

Carlos Augusto mora no local há 41 anos (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

Como o prédio é estreito, com 6,20 m por 35 m, Carlos ampliou o projeto original verticalmente. “É uma casa bem portuguesa, podemos observar pela altura do pé-direito. Por isso, pude fazer as mudanças, oferecendo uma área mais confortável, principalmente por conta dos meus filhos”, explica.

Casa reúne peças de estilos variados (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

A casa conta com o primeiro piso, onde ficam as duas salas e a cozinha, um piso um pouco abaixo, com o jardim, e dois pisos superiores. “São quatro níveis. Gosto muito do jardim, as pessoas que vêm aqui também, por conta dessa sombra enorme que temos aqui, do rio lá atrás e dessa ventilação maravilhosa”, conta.

Jardim da casa (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

No primeiro piso superior ficam o quarto de Carlos e um mezanino (usado anteriormente como quarto de estudos dos filhos). No segundo piso, uma sala e uma varanda, ideal para reunir amigos. Colecionador de objetos de arte – que vão desde o primeiro trabalho do amigo João Câmara (comprado em prestações, como costuma contar), passando por Brennand, Bajado, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Zé Cláudio e Chico da Silva. Além de coleções de vidro, santos do pau oco, santos de roca e peças diversas trazidas das viagens.

Peças trazidas de viagens (Foto: Lucas Oliveira/Revista Sim!)

“Gosto dessa mistura. É importante valorizarmos a arte brasileira, a arte popular e fazer a casa transmitir a alma da pessoa”, diz.

O grupo português United Investments Portugal (UIP), em parceria com a imobiliária pernambucana Direct Portugal, realizou evento exclusivo no Brasil, a começar por Recife, do pré-lançamento do Sheraton Cascais Hotel Residence para interessados em conhecer as oportunidades de investimentos ofertadas pelo mercado imobiliário de Portugal, além dos incentivos do governo português para atrair estrangeiros. O encontro reuniu cerca de 80 potenciais investidores na manhã de terça-feira (06), no hotel Transamérica Prestige, em Boa Viagem. A United Investments Portugal (UIP) é membro do IFA Hotels & Resorts Consórcio (sede em Kuwait e Dubai).

Foto: Divulgação

O Sheraton Cascais é um luxuoso e premiado resort de cinco estrelas situado na Quinta da Marinha, uma das mais exclusivas localizações da carismática vila de Cascais, na costa ocidental da cidade de Lisboa, de fácil e rápido acesso ao Aeroporto Internacional de Lisboa. Os apartamentos oferecem localização privilegiada, em uma das áreas mais seguras de Portugal, sistema privado de segurança, gestão e marca Sheraton, serviço de quarto e investimento seguro. Além disso, os proprietários têm acesso a uma gama de atrativos, como SPA e Fitness Serenity, The Art of Well Being, membro do Yacht Club, membro de Clubes de Golfe, escolas internacionais, clube de tênis, benefícios de saúde, programa Golden Visa e Regime Fiscal do Residente Não-Habitual (RNH). Os valores variam entre 500 mil euros e 1,5 milhão euros.

Foto: Divulgação