Isolamento Acústico foi tema de palestra ministrada pelo empresário Araripe Serpa Júnior para um grupo de arquitetos do Anuário Panorama PE de Arquitetura e Decoração, na New Building, em Boa Viagem. O especialista envolveu os ouvintes com o que há de mais moderno no mercado sobre acústica e esquadrias em PVC.

Parceiros da New Building também participaram da explanação. Energia Solar foi abordada por Glauro Campello da Eurobraz, e Isolantes Térmicos Acústicos por Fernando Manoel, da Bene Placa. Os encontros fazem parte da agenda de eventos promovidos pelas mais de 20 lojas parceiras do Anuário Panorama PE de Arquitetura e Decoração, e acontecem até o lançamento da publicação, em outubro.

Acontecerá no próximo dia 23, no Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro, o Prêmio Design Brasil 2016. Na ocasião, concorrem 36 produtos, projetos e profissionais da área. Após uma criteriosa pré-seleção dos nomes indicados na primeira fase, a comissão de seleção do evento chegou a três finalistas em cada uma das 12 categorias. “Foram mais de mil projetos indicados na primeira fase, oriundos de várias partes do país. Foi difícil chegar a esses 36 nomes, pois os projetos apresentam grande diversidade e um patamar de qualidade muito elevado”, afirma Cristiano Barata, diretor do Top XXI Prêmio Design Brasil 2016.

Dentre os concorrentes, está o Centro Pernambucano de Design na categoria Promoção do Design Brasileiro. “O trabalho da nossa instituição está em mostrar a diferença que o design pode trazer para uma realidade. Enxergamos o ofício como algo transformador”, explica a gestora da instituição Luciene Torres.

 

A linha de luminárias “Sinfonia Fina”, criada por Claudia Moreira Sales traz, concorre na categoria design elegante e minimalista. Na categoria Sustentabilidade, entre os finalistas tem a Muzzi Cycle – bicicleta, de Juan Muzzi, feita a partir de plástico reciclado. O modelo foi desenvolvido e fabricado em São Paulo, mas vende também em países como Holanda e Argentina.

Já em relação aos profissionais, duas categorias consagram seus talentos: a “Destaque Profissional”, que tem nos finalistas nomes como Edson Matsuo, diretor criativo da Melissa, Gustavo Greco, designer mineiro multipremiado Guto Requena, paulista, que une design e tecnologia digital em um trabalho inovador e instigante.

Na categoria “Novos Talentos”, estão Pedro Paulo Venzon, designer de móveis de traço leve e original; o estúdio “Cultivando em Casa”, com peças lúdicas e bem humoradas – como uma cadeira feita com 56 petecas e um armário feito a partir de buchas de banho; e o Furf Design, que, entre seus projetos, oferece aulas de design para jovens cegos.

Os projetos desenvolvidos pela arquiteta catarinense Juliana Pippi para CasaCor Santa Catarina 2015 foram premiados , tanto na mostra, quanto no A`Design Award 2015/2016. Para o desenvolvimento da ideia, a arquiteta se inspirou na vida agitada e cosmopolita de São Paulo e buscou cinco histórias com pessoas que escolheram a cidade como novo lar. Nessa linha, lançou o ambiente “5x São Paulo com Deca”, espaço que venceu a edição da mostra em Florianópolis e arrebatou reconhecimento internacional na categoria Interior Design.

Mas as premiações não param por aí. O novo escritório da arquiteta também conquistou outro Golden Award na categoria espaços comerciais. “Considero um conquista muito importante esse reconhecimento internacional , pois ser premiada com esses trabalhos entre tantos nomes consagrados mundialmente me deixa lisonjeada e me motiva a cada vez mais buscar o aprimoramento do meu trabalho ” , comemora a arquiteta que coleciona alguns títulos de referência no segmento, dentre eles, por quatro anos consecutivos conquistou lugar entre os profissionais mais atuantes de todo o Brasil, o Prêmio Top 100 da revista Kaza (2012/2013/2014/2015).

A premiação ocorreu no último dia 09 de junho, em Como, Milão (Itália).
Mais no site: http://www.julianapippi.com/

“Nós somos memória”. É com essa frase que Suzana Azevedo começa a explicar o teor da mostra Sala de (Re)Tratos, que será aberta a partir do dia 18na Arte Plural Galeria. A artista realiza um passeio emocionado por objetos de família ou representações desses objetos, transformando lembranças em arte. A mostra fica aberta ao público de 18 de maio a 9 de julho, com entrada franca.

A memória, a passagem do tempo e a ideia de descarte são matérias-primas caras a Suzana. Ela diz ter necessidade de explicar que não existe um “fora” e um “dentro”. “Quando dizemos ‘vou colocar isso fora’, isso não existe. Tudo está dentro do planeta. Onde está o fora?”, indaga a artista. A partir disso, ela gravou alguns desses guardados de família em papéis descartados e, assim, nos remete ao uso que fazemos das nossas memórias.

Fernando Neves, galerista da Arte Plural, destaca a beleza da exposição Sala de (Re)Tratos. “É um trabalho de pensar o lugar das memórias, feito de forma delicada e usando plataformas (acrílico e transferências de fotocópias) mais complexas. Estamos muito satisfeitos em receber esta mostra, que é a primeira de Suzana no mercado da arte”, diz o marchand. O currículo de Suzana Azevedo é composto por mostras em equipamentos culturais fora do âmbito comercial.

Alguns desses guardados – como camisolas, timões de família e as caixas onde se guardavam armas – sofreram intervenções: foram envolvidos com acrílico ou receberam gravuras. “Há alguns anos questiono o significado desses objetos. O que eles eram para seus donos? O que eles são hoje? ”, pergunta Suzana.

Para a jornalista Flávia de Gusmão, que faz a curadoria de Sala de (Re)Tratos, uma peça como a camisola da avó envolvida no acrílico traz consigo “os rituais simbólicos de ruptura, física, social, emocional, guardados sob a forma daquele troféu. Um objeto carregado de ressonância, que será ressignificado pelas mãos e olhar da artista”. Ideia perfeitamente extensível a toda mostra.

Serviço:

Exposição “Sala de (Re)Tratos”
Período de visitação ao público: de 18 de maio a 9 de julho – terça a sexta, das 13h às 19h; sábados, das 16h às 20h;
Local: Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife – Recife – PE)
Entrada franca. Informações: (81) 3424.4431.

ladrinho preta bEm qualquer ambiente, o uso de almofadas pode dar um toque muito especial. É o caso do trabalho feito pelo Monster Design que trabalha com peças decorativas estampadas com serigrafia manual em um tecido natural misto de linho, algodão e viscose. As peças são costuradas a mão em 2 tamanhos, sendo comercializadas só a capa ou já com o enchimento. “É um processo quase artesanal, com uma produção reduzida de cada, mas ainda assim com um preço acessível. As peças estão sendo vendidas na loja Maria Casa e na loja virtual e showroom da Muma’, explica. Conheça mais detalhes no site www.monsterdesign.com.br ou no instagram @casamonster.

Intersecoes 2015- rb
A mostra reúne 12 obras em desenho e um objeto em neon

Depois de dois anos de sua última exposição na Galeria Amparo (Lugar Nenhum, 2014), Kilian Glasner volta à galeria trazendo a exposição Co(s)mic. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra reúne 12 obras em desenho e um objeto em neon, todos inéditos e produzidos recentemente, entre 2015 e 2016. Os desenhos têm formatos variados e utilizam técnicas diversas como pastel, nanquim e óleo.

O universo dessa exposição transita entre o Cosmic e o Comic. Segundo o curador, essa nova safra de obras de Kilian Glasner, reunidas em torno de Co(s)mic, parece flagrar um instante de sua carreira no qual detecta-se a confluência de referências que lhe são caras e que surgem agora imbricadas: a cosmogonia, a estética comic e a Pop Art. Desse mistura inusitada de referências à história da arte e também à história da linguagem, percebe-se tanto a ideia da expansão do universo, como a explosão da paleta de cores que foge por completo a uma mimese daquelas encontradas na natureza. “Seja nas luzes que transpassam suas nebulosas e nos levam um lugar indeterminado, seja na cintilância que vibra em cores lisérgicas, seu trabalho parece começar a abrir caminhos. O figurativo, muitas vezes inspirado por fotografias, assume cada vez mais contornos de irrealidade fabular”, destaca Chiodetto.
Artista que desde o início da carreira se notabilizou por trabalhar nas fronteiras entre linguagens díspares como o desenho, a fotografia, a instalação e o vídeo, Killian Glasner revela em seus trabalhos mais recentes a maturidade de quem trafegou nesses limites para chegar à essência da imagem: traço, luminosidade, textura, perspectiva. Cada uma dessas categorias parecem ter sido decantadas ao limite até encontrarem sua natureza mais íntima como código de comunicação com o espectador.

“O constructo da imagem, aquilo que lhe é inerente por condição, emerge de forma essencialista em suas séries, indiferente da linguagem em que o artista opta por desenvolver seus trabalhos. Tudo é desenho. Tudo é ponto, traço, luminescências, potências de perspectivas. Recombinados pela intencionalidade errática, uma vez que a porta do acaso segue aberta para incorporar poéticas labirínticas que a racionalidade poderia obliterar, suas obras nos conduzem para a imbricação das linguagens que emergem a partir de uma rara sensibilidade de quem sabe contemplar a paisagem do mundo de um ponto de vista bastante particular e amplamente poético”, explica o curador.

SERVIÇO
Co(s)mic – Kilian Glasner
Curadoria: Eder Chiodetto
Abertura 10 de maio de 2016, às 19h
Visitação de 11 de maio a 08 de julho de 2016.
Segunda a sexta, das 9h às 18h.
Sábados das 10 às 14h (Com agendamento prévio)
Galeria Amparo 60
Av. Domingos Ferreira, 92 A
Boa Viagem, Recife – PE

A partir do próximo dia 10 de maio (terça-feira), amantes da arte urbana terão a oportunidade de conferir obras inéditas do artista plástico Bozó Bacamarte. A exposição, que acontece na Florense Recife, em Boa Viagem, foi batizada de “Paisagem da Passagem” e conta com 11 quadros onde o artista inaugura uma fase com nova temática. O coquetel para convidados acontece a partir das 19h e a mostra fica aberta ao público até o mês de agosto.

Acostumado com panoramas urbanos e o caos diário de viver em ambientes metropolitanos, Bozó Bacamarte sentiu que algo o inspirou quando, em 2014, viajou a trabalho para o município pernambucano de Taquaritinga do Norte. “Aquele silêncio, aquela paz, aquela tranquilidade mexeram comigo e me inspiraram. Fiquei com muita vontade de passar aquilo que senti para o minhas pinturas.” – conta.

As paisagens distantes dos grandes centros voltaram a tocá-lo em diversos outros deslocamentos, levando o artista a inaugurar uma nova fase em sua trajetória. “Em setembro do ano passado tive a oportunidade de fazer uma viagem de caminhão para o Maranhão e este foi mais um momento em que pude observar as pessoas integradas à natureza, a outras configurações urbanas, como pequenas cidades e vilarejos ao longo na estrada. Estas experiências e situações reais ou mesmo imaginárias é que estou trazendo para esta nova mostra” – explica o autor.

O ARTISTA – Daniel Ferreira da Silva, o Bozó Bacamarte, é de Olinda (PE) e iniciou sua carreira como artista nas ruas, utilizando-se do grafite como meio de expressão. Logo cedo, Bozó sentiu a necessidade de buscar uma comunicação mais direta com o público, constantemente imerso no caos urbano e de informação existente nas ruas de grandes cidades como Recife e Olinda. Para isso, buscou no seu próprio cotidiano o repertório iconográfico necessário para nortear todo o seu trabalho como artista. Seguindo esse eixo, encontrou na xilogravura popular uma forma de identidade visual que atendia os seus anseios de comunicação rápida com as pessoas. O povo nordestino, com suas expressões visuais, seu comportamento, suas histórias, crenças superstições, além do humor e do surrealismo, é tema recorrente no trabalho do artista.

Serviço:
Abertura da mostra Paisagem da Passagem, de Bozó Bacamarte
Quando: Dia 10 de maio, a partir das 19h
Onde: Florense Recife – Av. Engenheiro Domingos Ferreira, 4242, Boa Viagem

Nos dias atuais, o projeto de varandas gourmet está sendo cada vez mais cobiçado e praticamente indispensável, por quem gosta curtir momentos de confraternização em um ambiente aconchegante e cheio de funções. Para criar esse tipo de espaço, é importante definir bem suas necessidades uma vez que a área que se dispõe é pequena e o aproveitamento tem que ser total.

Por ser um ambiente descontraído e informal, na decoração, o ideal é apostar em elementos mais rústicos, com cimento queimado, bancadas em mármore ou pedras tecnológicas, que têm maior resistência a altas temperaturas. “Para destacar a varanda da área externa, o ideal é investir em pisos diferentes. Há opções vinílicas ou de madeira natural, que é a que nós mais indicamos”, revela Luis Dubeux, da Dubeux+Vasconcelos Arquitetura. “Nas paredes, também é interessante usar revestimentos, como o ladrilho hidráulico, por exemplo”.

Para dar um efeito diferenciado ao ambiente, vale apostar em materiais e outros elementos naturais. “O que está sendo muito usado hoje em dia são os jardins verticais. É um modo de trazer a referência do verde para o espaço”, explica. Também é importante prestar atenção quanto à disposição dos móveis para não prejudicar a circulação no espaço, e à qualidade dos itens, já que eles devem ser resistentes à chuva e à exposição solar.

Além de pensar em como combinar o mobiliário e decoração, não se deve esquecer o essencial: os equipamentos necessários para preparar os alimentos. Coleção de facas, churrasqueira, grill, refrigerador e freezer são alguns desses itens. Segundo Zelandia Galvão, da Touché Consultoria e Representações, para uma varanda gourmet ficar bem equipada, ela deve ter um forno para pizzas, forno combinado, um cook top e uma adega. Também há outras opções mais modernas. “Em algumas varandas gourmets, ao invés de se colocar uma churrasqueira, as pessoas investem em um char broiler, chapa e fogão sob o refrigerador, formando uma ilha compacta de cocção para o chef ou anfitrião preparar os pratos na frente dos convidados”, finaliza.

Touché Consultoria e Representação
Rua Frederico Lundgren, 192, Imbiribeira – Recife/PE
(81) 3304.9046 / 99662.0672 / 99402.0797

Dubeux+Vasconcelos Arquitetura
Travessa do Tuyuty, 46, 1ª andar, Recife Antigo.
(81) 3424-3425 | www.dubeuxvasconcelos.com.br

A arquitetura de interiores moderna tem trazido para seus projetos o uso diversificado de estampas que juntas conferem charme e personalidade a qualquer ambiente. Mas como usá-las? Como combinar? Um dos princípios iniciais para unir composições é encontrar uma cor comum e a partir daí começar a variar as matizes e depois unificá-las.

Para a arquiteta Elke Valença, “fazer esse mistura é ter a oportunidade de arriscar num projeto e dar a ele um ar de modernidade, movimento e sofisticação. O uso, por exemplo, de papeis de paredes combinados podem fazer a diferença em qualquer ambiente”, revela a arquiteta que ainda completa, “as estampas podem ganhar também volumetria quando aplicadas em móveis como poltronas, estofados, espelho de cama e até em roupas de cama e acessórios. Mas a aplicação requer um estudo profundo das paletas de cores e motivos para não ficar confuso ou agressivo aos olhos.”, explica

Uma dica legal para quem quer compreender melhor como é feita essa combinação, segundo Elke, “é, primeiramente, alinhar as cores escolhendo um tom de maior predominância e a partir dele fazer as escolhas. Seguindo essa premissa parte-se da da estamparia mais chamativa e casa-se as demais dendo estas mais sóbrias e mais geométricas ou até retilíneas”, sugere.

Combinações clássicas são ideais para quem ainda não se rendeu a ousadia de misturar estilos. “A combinação em tons pastéis está em alta e é uma tendência na decoração de interiores”, conta Sonia Pinheiro – Matiz Tecidos e Confecções Exclusivas que apresenta algumas das suas composições disponíveis em loja.

Colorir os centros urbanos de verde parece impossível, mas um projeto de arquitetura que utiliza plantas nas coberturas dos imóveis pode mudar essa realidade. Os chamados telhados verdes são uma forma de trazer a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente para a casa ou apartamento. Além de alegrarem o cenário predominantemente cinza das cidades, eles auxiliam na drenagem da água da chuva e proporcionam isolamento acústico e térmico.

Os telhados vivos, como também são chamados, podem ser jardins em edifícios com telhado plano ou podem ser uma cobertura de gramíneas em telhados com inclinação. A grande vantagem é o isolamento acústico e térmico. Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a diferença de temperatura entre um prédio com telhado verde pode ser até 5°C menor do que um com cobertura de concreto. Além disso, nos edifícios com esse cuidado sustentável, a umidade relativa do ar é cerca de 15% maior.

A drenagem da água das chuvas também é feita por esse jardim no alto das residências, assim como a absorção de poeira e poluição. Com isso, reduz-se a necessidade de escoamento de água e de sistemas de esgoto. Nesse jardim, pode-se plantar pequenas hortas, com alface, brócolis e olerícolas em geral além de se colocar vasos e flores. “É uma maneira de trabalhar uma questão ambiental, com uma visão não tão urbana, além de retomar o contato com a natureza”, explica o engenheiro agrônomo da empresa curitibana Esalgarden, Gustavo Milak.

Instalação – Para quem quer optar por esse projeto, é necessário muito estudo. Para casas e edifícios já construídos, a ajuda de um engenheiro é essencial, já que deve ser observada a capacidade da laje de suportar a estrutura. “Hoje o que muitos fazem é trocar o telhado por uma laje para produzir hortas e ter um jardim, mas é importante verificar quanto a estrutura comporta de peso, para evitar rachaduras na casa”, destaca o engenheiro agrônomo. Com a aprovação de um engenheiro em mãos, o proprietário precisa seguir algumas dicas. Para locais com laje, ela deve ser impermeabilizada, para impedir vazamentos e infiltrações.