Mostra de decoração e artesanato marca os 20 anos da Alameda Decor

Em comemoração aos 20 anos de Alameda Decor, a empresária Úrsula Fontes, nome à frente da loja, promove a Mostra de Artesanato de Pernambuco. São 20 ambientes assinados por arquitetos que se valeram da proposta defendida por Janete Costa, que é homenageada no evento: unir arte e artesanato a arquitetura e o design, expressando sempre as identidades culturais locais.

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Roberta Borsoi é a curadora da mostra que homenageia sua mãe, a arquiteta Janete Costa. (foto: Gleyson Ramos)

Em parceria com o Sebrae, a exposição tem curadoria da arquiteta Roberta Borsoi, filha de Janete. Entre os artesãos escolhidos estão o ceramista de Cabo de Santo Agostinho, Abias de Igarassu, Cesário Cana Brava, de Goiania, Oficinas e Formas, Iara Tenório, Marques Alecrim. “Eventos desse tipo põe fim ao mito de que o artesanato não pode estar inserido ao projeto de decoração de um ambiente de uma casa, por exemplo. Muitas peças tem fins decorativos, mas existem tantas outras que são funcionais. Inserir o artesanato nesse meio é valorizar a criação do artesão e também estimular as pessoas a valorizar a cultura regional”, pontua Roberta.

Com curadoria de decoração do arquiteto Kleber Carvalho, o projeto da sala de estar do arquiteto Roberval Cesário usou o perfil de um jovem empresário moderno para iniciar a ideia do ambiente. Ele explica que a concepção principal era que o espaço concentrasse a maior parte das atividades diárias do morador. “É um ambiente multiuso que possui mesa de jantar, poltronas que permitem uma conversa mais íntima e um sofá para um descanso, tudo isso mesclando elementos contemporâneos com o artesanato”, pontua.

Kleber destaca que os bonecos de José Claudio, do espaço Mariola, foram o ponto de partida para iniciar a decoração do local. “A partir dele, conseguimos criar um universo harmônico entre as almofadas que estampam os traços desses bonecos, desenhadas por mim, os tamanduás de Cida, do espaço Mariola, representando a nacionalidade, e o São Francisco Preguiçoso, de Totinha de Tracunhaém, que pontua a regionalidade, por exemplo. É uma forma de fazer referência a regionalidade e a cultura local”, destaca Kleber que também fez uso de peças do acervo pessoal de sua avó.

Na sala de jantar assinada pela arquiteta Juliana da Mata a aposta foi mesclar tons e materiais dando ao lugar um estilo rústico. “Uni a cerâmica aos detalhes amadeirados, com móveis em laca, harmonizando com tons mais escuros. No centro da mesa fiz uma composição com peças em madeira que são complementadas com uma obra de arte da artista baiana Nádia Taquary”, explica a arquitetura destacando que a obra de Nádia, uma escultura que reproduz em tamanho maxi as jóias usadas pelas escravas, entra em simetria com os outros objetos já que o item mistura ouro e madeira. O quadro da série As Prostitutas, de José Claudio, e as santas de artesã Aelly estão entre as peças de artesanato usadas no projeto.