As varandas da Casa Cor PE 2016

Dentre os ambientes de uma casa, a varanda é um dos espaços que mais remete tranquilidade e aconchego. Seja para receber amigos ou apenas passar aquele momento extra de relax, o cômodo tem ganhado uma atenção especial, principalmente quando o assunto é decoração. O casarão que habita a Casa Cor Pernambuco, mostra de decoração, design e arquitetura, apresenta quatro estilos bem diferentes de compor o ambiente.

As arquitetas Luiza Nogueira e Simone Lima apostaram no clássico para a Varanda Rui Barbosa. Na estrutura do sobrado do século XIX, peças em tons brancos e estampas se contrapõem com objetos novos e antigos, como a lustre Baccarat da década de 1930, Art Décor, em cristal e bronze, e a Mesa PI, da Casa Pronta, assinada pela design Jaqueline Teles. O local é divido em dois espaços que seguem a mesma composição e harmonia com a presença de fotografias do Recife, de Ângela Agra, tela do artista João Câmera e escultura do Mestre Galdino. “É um ambiente monocromático que possui um estilo atemporal e usual que tem como proposta permitir que você se sinta em casa”, explica Simone Lima.

No andar superior, a Varanda da Família, espaço assinado pelas arquitetas Giselly Agra, Katya Veras e Marcela Salazar, do Studio 360, traz características contemporâneas e minimalistas com fortes influências internacionais, estabelecendo uma ligação entre o verde e a arquitetura, integrando ao ambiente uma árvore em galhos secos.

A Varanda das Orquídeas tem a madeira como material principal com as cores laranja e vermelho dando o tom ao ambiente que fica na parte externa do casarão. No espaço, assinado pelos arquitetos Katia Carapeba, Sônia Beltrão e Gabriel Beltrão, a natureza é representada nas jardineiras e o pé de Sapoti. Obras de arte de Abelardo da Hora e André Nóbrega trazem os traços regionais e enaltecem a cultura popular brasileira como a arte de Edgar Viana.

As arquitetas Juliana Dijck e Marcela Muniz utilizaram a palavra aconchego para compor a Varanda Boulevard. Com a ideia de trazer materiais que remetam a um lugar destinado para relaxar, elas apostaram em madeira, revestimentos e tecidos e tons pastéis sempre mesclando com o verde, trazendo uma cortina de bambuzais. Entre os pontos marcantes do espaço, elas destacam a obra de Marcelo Silveira. “É uma peça que causa curiosidade nas pessoas, pois antes de tocá-la muitos pensam que é feita de couro, só que é de madeira. Além disso, o formato gera dinâmica e movimento ao ambiente”, destaca Juliana.