Pompeia- A vida de uma cidade Romana

unnamed-54

Uma comunidade formada por apenas alguns milhares de homens e que tem um impacto ainda imensurável na narrativa da história romana. Devastada por uma das maiores erupções do Vesúvio em 79 d.C, Pompeia permanece no imaginário de pesquisadores, arqueólogos e curiosos em geral. A literatura sobre a tragédia e o povo, que vivia a cerca de 20 km de Nápoles, é farta e, em sua maioria, afirma que a cidade foi congelada no meio do caminho. Esta, no entanto, é justamente uma das principais ideias refutadas pela especialista em classicismo Mary Beard no livro “Pompeia, a vida de uma cidade romana”, que chega agora ao Brasil pela Editora Record.

Logo nas primeiras páginas da narrativa, a escritora relembra a fuga dos moradores e os sinais de alerta que o povo teria recebido horas ou dias antes da erupção. Em seguida, Beard percorre as inúmeras descobertas encontradas nas escavações e revela curiosidades, como a possibilidade de alguns dos esqueletos não pertencerem às vítimas do vulcão, mas serem de pessoas que se arriscaram a voltar à cidade meses, anos ou séculos depois. Este é o caso, por exemplo, de dois homens e uma criança encontrados com uma picareta e uma pá. Eles seriam um grupo de saqueadores soterrados pelas ruínas.

Por meio de centenas de ilustrações, mapas, plantas baixas e fotografias, a autora apresenta no livro a vida de Pompeia no mundo antigo propriamente dito e a recriação moderna da antiga cidade. Os limites entre o que foi descoberto nas escavações, a porção da região ainda não explorada e as alterações geográficas demarcadas para o turismo fazem com que a autora não concorde com a ideia de que a cidade parou no tempo.

 

Pompeia – A vida de uma cidade romana

Mary Beard

Editora Record