Casacadabra, um livro de arquitetura para crianças

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Com iniciativa pioneira no Brasil de trazer conteúdos específicos de arquitetura para o público infantil, o livro Casacadabra, da Pistache Editorial, chega agora ao mercado. Seu lançamento foi realizado pelo Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Com brincadeiras, interatividades e exercícios propostos para fazer em casa ou na escola, o livro leva o leitor a descobrir segredos e detalhes da arquitetura, ao mesmo tempo em que percebe as casas como espaços lúdicos: uma casa redonda, um dragão que mora no telhado ou a casa em cima da cachoeira. O financiamento coletivo feito pelo Catarse atingiu 143% da meta proposta, o que permitiu, além da produção do livro, que o lançamento conte com uma atividade educativa para as crianças, realizada em conjunto com o Educativo MCB. Também como resultado, serão impressos mais 500 exemplares para doação para escolas e bibliotecas públicas e ONGs, e as autoras vão presentear os apoiadores do projeto (e que selecionaram recompensas que incluíam um livro) com um pôster da Casa Bola assinado pelo arquiteto Eduardo Longo.

A publicação traz dez casas construídas pelo mundo e assinadas por arquitetos famosos: Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi (São Paulo, Brasil); Casa Bola, de Eduardo Longo (São Paulo, Brasil); Edifício Copan, de Oscar Niemeyer (São Paulo, Brasil); Casa Grelha, de FGMF (Serra da Mantiqueira, Brasil); Casa Dymaxion, de BuckminsterFuller (Estados Unidos); Fallingwater, de Frank Lloyd Wright (Mill Run, Estados Unidos); Casa Batlló, de Antoni Gaudí (Barcelona, Espanha); Bedzed, de Bill Dunster (Londres, Inglaterra); Casa NA, de Sou Fujimoto (Tóquio, Japão) e Quinta Monroy, de Elemental (Iquique, Chile).

De maneira divertida, o livro traz explicações sobre termos técnicos como brise soleil, pilotis e estrutura em balanço; e também sobre aspectos sociais da arquitetura, estimulando a criança a pensar sobre sua casa e sua cidade.

“Acreditamos na educação para abrir os olhos das pessoas, desde cedo, para o lugar em que vivem. Casacadabra é um pequeno passo para essa transformação”, dizem Bianca Antunes e Simone Sayegh, idealizadoras do projeto e responsáveis pelo texto e edição. Bianca é jornalista e trabalha há 12 anos na difusão de arquitetura em mídia especializada, assim como Simone, que é arquiteta de formação. As ilustrações são da designer Carolina Hernandes. “Se o ensino de arquitetura começar pela criança, as cidades têm a chance de receber, no futuro, um olhar mais crítico e apurado de quem a constrói, na busca de melhores soluções urbanas”, propõem.

Hoje mais de 50% da população mundial mora em cidades (no Brasil, esse número sobe para 85%). A lógica das construções é algo que pode ser acessível a todos, mas hoje não é automaticamente visível. “Se quisermos cidades melhores, precisamos aprender os princípios da arquitetura desde cedo, aprender a ler a cidade”, dizem. A qualidade do espaço pode mudar comportamentos, melhorar a convivência entre as pessoas, aumentar percepções e a apropriação do próprio espaço, desde a pequena escala da casa. Alerta disso, a criança cresce e cria, também, a consciência crítica em relação à cidade.