Seis jardins de Burle Marx viram Patrimônio Cultural Brasileiro

Seis jardins projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx, no Recife, entraram, em definitivo, no rol de bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na última quinta-feira (11), o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural decidiu – por unanimidade – tombar as praças (1934-35), Euclides da Cunha (1935), Derby (1936), República e Jardim do Palácio do Campo das Princesas (1937), Salgado Filho (1957), e Farias Neves (ou Dois Irmãos – 1958).

Em seu parecer, o Iphan ressaltou que o renomado paisagista iniciou, no Recife, experimentações, rompeu paradigmas, instituiu e desenvolveu, em nova linguagem, os padrões que criaram a paisagem urbana do Movimento Moderno. “Burle Marx mudou a história do paisagismo no país e encantou o mundo com seus trabalhos. Recife dispõe de um acervo belíssimo de espaços que mais parecem obras de arte. Esse patrimônio merecia uma proteção especial”, ressaltou Cida Pedrosa, que acompanhou a reunião do conselho e se dedica à causa há mais de dois anos.

Para transformá-los em patrimônio cultural brasileiro, o Iphan considerou como principais argumentos que justificaram e embasaram a proposta de tombamento nacional do conjunto de bens estão relacionados à importância do paisagista Roberto Burle Marx como um dos principais expoentes do movimento modernista no Brasil e no exterior, às qualidades estéticas e paisagísticas de sua obra, e a sua influência sobre o paisagismo brasileiro.

Os estudos de tombamento dessas áreas tiveram início em 2008. A solicitação foi apresentada pelo Laboratório da Paisagem do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Pernambuco (UFPE), com o apoio do “Comittee on Historical Gardens and Cultural Landscapes” e da “Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas” (ABAP).