Sutileza no desenho

O jeito tímido, mas sempre disposto a uma boa conversa faz de Ayodê França um observador dos detalhes. É assim, com toda calma de quem não faz arte pensando na imposição de suas ideias, que ele utiliza tinta acrílica e nanquim para se comunicar. Aos 29 anos, sabe que a trajetória repleta de experiências distintas criou um profissional mais seguro e ousado.

“Meu trabalho com arte vem desde criança, quando eu roubava papel na sala de aula para pintar. Tinha interesse em tudo que envolvesse desenho até começar a desenvolver pequenas coisas. Em 2006 trabalhei como ilustrador, depois foquei numa ilustração mais artística e, há dois anos, faço todo tipo de coisa”, define. Essa abrangência inclui a produção de animações premiadas como Coração Partido (2008) e Abrupto (2012). “Gosto de experimentar e não me sentir preso”, acrescenta.

Autoditada, não se vê fazendo outra atividade. Antes disso, arriscou cursar Ciências Sociais por quatro períodos até o talento artístico falar mais alto. “Meu traço depende do que eu vejo de mais interessante na época. Tem técnicas que eu desenvolvia numa fase e que vão mudando”, assume. Para uma das sócias da Casa do Cachorro Preto, Sheila Oliveira, Ayodê é um artista pronto. “Costumo dizer que a primeira exposição de um artista é para ele quebrar a sua cascar e se mostrar. Temos uma responsabilidade muito grande em abrigar essa história aqui, mesmo sabendo que terá grande aceitação”, arremata.

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Ayodê França
ayoderock@hotmail.com
www.flickr.com/ayodefranca
Fone: (81) 9681.2079