Um Pragana desconstruído

Há três anos sem realizar uma exposição individual, o artista plástico pernambucano, Carlos Pragana, se lança a experimentação em sua nova fase. A exposição “Desconstrução”, que conta com curadoria de Weydson Barros Leal, traz um novo processo criativo, onde Pragana abre mão da pintura em tela para descobrir o poder estético do papel, enquanto suporte técnico. Cerca de 30 trabalhos compõem a mostra, que inicia na quarta (06) e segue até o dia 29 de julho, no Centro Cultural Correios.

O processo de produção dessas novas obras teve início com a pintura em papel. Em seguida, Pragana foi rasgando com a mão e montando várias figuras simbólicas, fazendo um diálogo entre o figurativo e o abstrato, de modo que é possível recriar e decodificar imagens. “Proponho a desconstrução no processo de construção da obra para chegar ao limite mínimo do descobrimento do momento da criação”, reflete o artista. Para ele, o que interessa é experimentação com o papel, enveredando por caminhos que levam a intensidade do estético.  “A figura vai sendo feita na hora, gerando uma composição”, explica. A cor é outro elemento que ele aplica com status de colorista, que sabe harmonizar  a presença de tons fortes e inquietantes, assim como em toda a sua obra.

Segundo Weydson Leal, “as novas pinturas de Pragana refletem a sua vigorosa inquietude diante das possibilidades da arte”. “Nesses exercícios em que o papel não apenas substitui a tela, mas ao ser rasgado participa da criação com o imponderável do impulso e do acaso, o artista renova o seu empenho em avançar sobre os sensíveis espaços entre a figuração e o abstracionismo, áreas em que transita com pleno domínio”, argumenta o curador.

“Desconstrução”
De 6 de junho a 29 de julho
De terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados e domingos, das 12h às 18h

Centro Cultural Correios
Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife, Recife/PE
Fone: (81) 3224.5739